TERAPEUTAS
André Gandur
Marilene Coelho

 
 
 


 

Boas Práticas

 
 
Boas práticas é uma expressão derivada do inglês best practice, a qual denomina técnicas identificadas como as melhores para realizar determinada tarefa. Em diversas profissões, têm sido criadas normas de boas práticas, que definem a forma correta de atuar dos respectivos profissionais.

Boas Práticas em Acupuntura

Para começarmos a tratar das Boas Práticas em Acupuntura, iniciaremos abordando o tema Biossegurança, que é definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como: “condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente”.

Para maior segurança durante a realização do procedimento da Acupuntura, e minimização dos riscos de infecções e acidentes, vamos abordar neste post e nos seguintes, orientações de Biossegurança em Acupuntura.

Cuidados durante a prática de Acupuntura

  • Na introdução das agulhas, nunca tocar na lâmina, o que pode ser evitado com a utilização do tubo guia.
  • Na retirada das agulhas, ter atenção para evitar acidentes. As agulhas deverão ser descartadas em recipiente adequado.
  • Utilização de agulhas descartáveis.

 

Fonte: http://www.portalunisaude.com.br/

 


 

Alguns cuidados recomendados durante a prática da Acupuntura e o Ambiente de Trabalho.

 
 
    • Evitar a prática da acupuntura em pacientes com estômago vazio e em posição sentada;

    • Evitar a perfuração de algumas áreas do corpo como: mamilos, umbigo, globo ocular e genitália externa;

    • Agulhas auriculares não devem ser mantidas no local por mais de sete dias, pois podem provocar reações alérgicas e infecções locais;
 
 

O ambiente de trabalho

Os consultórios devem ser amplos e arejados e de acordo com a RDC nº 50/02, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devem ter uma área mínima de 7,5 m². O piso e paredes deverão ser de material lavável e, preferencialmente de cor clara.

Deve dispor de lavatórios/pias exclusivos para lavagem das mãos; as torneiras devem ter acionamento que dispensem o contato das mãos. Junto aos lavatórios deve haver dispersadores de sabão líquido e provisão de papel-toalha. O ambiente deve ser mantido livre de sujeira e poeira. A limpeza deve ser feita com água, sabão e hipoclorito de sódio a 1%.

Não é permitida a colocação de plantas, devido à possibilidade de contaminação por Aspergillus, o que poderá ocasionar riscos ao paciente.

É importante o controle da qualidade do ar no ambiente (área crítica), que deverá seguir recomendações da Portaria nº 3.523/98 do MS e da Resolução nº 09/03 da Anvisa.

Fonte: http://portal.crfsp.org.br/documentos/comissoesassessoras/acupuntura_2013_web%201.pdf

 

 

BIOSSEGURANÇA NA PREVENÇÃO E NO CONTROLE DE INFECÇÃO NA ACUPUNTURA

 
 
O profissional acupunturista responsabiliza-se pela utilização e não contaminação dos materiais usados no procedimento.  Entre as medidas de biossegurança em acupuntura, destacam-se a higienização simples das mãos com água e sabão ou álcool gel desinfetante, antes de realizar o procedimento, o uso de técnica asséptica e a antissepsia da pele com solução de álcool. Tais medidas associadas ao uso de agulhas estéreis descartáveis são suficientes para garantir a segurança do paciente.

Os microrganismos que compõem a microbiota transitória se espalham com mais facilidade por meio do contato e são removidos da pele de modo mais fácil por meio de ação mecânica e uso de agentes antissépticos. Logo, é extremamente importante a antissepsia correta antes da inserção das agulhas para a prevenção de infecções em acupuntura.

Ressalta-se que devem ser utilizados agulhas e mandris descartáveis e sobretudo garantir que o contato da agulha com a pele do paciente aconteça somente no momento da perfuração.

Após a utilização, as agulhas devem ser descartadas imediatamente, em recipientes próprios para descarte de materiais perfurocortantes, evitando riscos tanto para o paciente quanto para o acupunturista e para as demais pessoas que possam ter contato com os materiais descartados.

Com relação às medidas de proteção aos riscos ocupacionais aos quais o acupunturista está exposto, preconiza-se a manutenção das vacinas em dia, especialmente a vacina contra hepatite B, e o uso de EPI durante a aplicação de agulhas, por se tratar de barreiras primárias diante da exposição a microrganismos patogênicos sobretudo à exposição ao sangue do paciente, especialmente quando a técnica inclui sangrias.

 

 

Fonte: https://cdn.publisher.gn1.link/rbmt.org.br/pdf/v18n1a16.pdf

 

 

Boas Práticas em Acupuntura
POSSO REUTILIZAR AGULHAS DEIXANDO A IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE NO TUBETE?

 
 

Prática bastante comum ainda hoje, porém absolutamente inadequada, além de proibida.

A agulha de Acupuntura é considerada material de uso único, cuja reutilização e reprocessamento estão expressamente proibidos (vide Resoluções Anvisa 156/06, 2605/06 e 2606/06) em função do risco de contaminação microbiana e de contaminação cruzada se forem usadas agulhas de um paciente para outro.
Não se justifica sob qualquer hipótese a reutilização de agulhas e tal prática pode ser enquadrada como infração sanitária grave, passível de multa.

Qualquer material cujo reprocessamento seja proibido possui em sua embalagem um símbolo representado por um círculo cortado na diagonal com número 2 inscrito ou os dizeres “proibido reprocessar” – ambos possuem o significado de ser obrigatório o descarte após o uso.

Fonte:https://www.canalacupuntura.com.br/saude/normas-que-regem-os-servicos-de-assistencia-a-saude/

 

 

Boas Práticas
Contraindicações na prática da Acupuntura

 
 

Na prática da Acupuntura é difícil estipular contraindicação absoluta; entretanto, por razões de segurança, deve ser evitada nas condições abaixo relacionadas:

  • Gravidez

Por induzir o trabalho de parto, a Acupuntura não deve ser utilizada durante a gravidez. A penetração e a manipulação das agulhas, em determinados pontos promove a contração uterina. Tanto a acupuntura quanto a moxabustão são contraindicados em pontos localizados no baixo ventre e na região lombossacra, durante o primeiro trimestre de gestação. Após o 3º mês de gestação, devem ser evitados os pontos no abdômen superior, região lombossacra e pontos que causem sensações fortes, assim como pontos no pavilhão auricular.

  • Emergências médicas e situações cirúrgicas

Em emergência, o paciente deve ser imediatamente encaminhado a uma unidade que disponha serviço de emergencial.

  • Tumores malignos

Nestes casos poderá ser utilizada somente como medida complementar em combinação com outros tratamentos para alívio da dor e para minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia, melhorando assim a qualidade de vida do paciente. Jamais deverá ser aplicada no local do tumor.

  • Sangramentos

Pacientes com sangramentos, problemas de coagulação e em uso de anticoagulantes não deverão receber tratamento de Acupuntura.

  • Acidentes e reações indesejáveis

Ressaltam-se abaixo alguns pontos a serem observados que podem prevenir acidentes e reações indesejáveis.

Qualidade das agulhas:
Devem ter registros no Ministério da Saúde.

Posição do paciente: O paciente deve ser acomodado de forma confortável e orientado a permanecer quieto e a evitar mudança de posição abruptamente.

Desmaios:
Deve-se ter cuidado com pontos de Acupuntura que causam hipotensão, por exemplo – F3 (Taichong).

Convulsões:
O paciente deve ser questionado quanto a história pregressa de convulsão e, em caso afirmativo, observar rigorosamente as reações do paciente durante o tratamento. Caso ocorram convulsões, as agulhas devem ser imediatamente retiradas e os procedimentos necessários deverão ser adotados.
Dor: O tratamento com Acupuntura normalmente é indolor quando há penetração rápida e habilidosa da agulha, porém a dor poderá ocorrer nas situações abaixo relacionadas.

Durante a penetração da agulha
: a dor poderá ocorrer devido a técnica não apropriada ou se a ponta da agulha for grossa, curva ou “cega”. Também poderá ocorrer em paciente com sensibilidade aumentada.

Depois da inserção
: quando a agulha penetra profundamente e atinge um receptor de fibra nervosa. Nesta situação, a agulha deve ser superficializada e aprofundada em outra direção.

Após a retirada da agulha
: ocorre devido à estimulação excessiva ou à manipulação desajeitada. Para casos suaves, pressionar o local; para casos graves, realizar a moxabustão, além da pressão.

Agulha presa ou retida
: Poderá ocorrer por um espasmo muscular. Neste caso, a agulha deve ser deixada por algum tempo e depois retirada por rotação ou massagear em torno do ponto. Se a causa é a rotação excessiva numa só direção a dor vai ser aliviada quando for feita uma rotação em sentido inverso.

Agulha quebrada
: Poderá ocorrer devido à má qualidade da agulha, forte espasmo muscular, pela erosão entre a lâmina e o cabo, movimento brusco do paciente ou utilização prolongada de corrente galvânica. É prudente não penetrar mais da metade da lâmina da agulha, devido à junção entre o cabo e a lâmina ser a parte mais frágil da agulha, podendo ocorrer quebra nesta área.

Em caso de quebra da agulha, manter o paciente calmo, orientando-o para que não se mova, a fim de evitar que a agulha penetre mais nos tecidos. Se, parte da agulha quebrada estiver visível, pressionar em torno do local para que seja possível a sua retirada com auxílio de uma pinça. Não sendo possível, uma intervenção cirúrgica pode ser necessária.

Infecção local: O rigor quanto às técnicas assépticas deve ser respeitado, pois previnem infecção local.

Fonte: http://portal.crfsp.org.br/documentos/comissoesassessoras/acupuntura_2013_web%201.pdf

 

 

Boas Práticas em Acupuntura
Áreas que não devem ser perfuradas

 
 

  • Fontanelas em bebês, genitália externa, mamilos, umbigo e globo ocular.

Danos em órgãos e sistemas
Cuidados especiais devem ser tomados nas aplicações das agulhas em pontos próximos aos órgãos vitais ou áreas muito sensíveis. Em função das características das agulhas usadas, dos locais particulares para aplicação, da profundidade da penetração, das técnicas de manipulação utilizadas e das estimulações oferecidas, alguns acidentes podem ocorrer durante o tratamento.

Em muitas situações de acidente, danos podem ser evitados se as precauções adequadas forem tomadas. Se tais acidentes ocorrerem, o acupunturista deve saber lidar com essas situações eficientemente, evitando dano adicional. Um dano acidental um órgão importante requer intervenção médica ou mesmo cirúrgica.

  • Tórax, Dorso e Abdome : Os pontos nesta região devem ser penetrados na direção oblíqua ou horizontal, evitando lesões em órgãos vitais. Deve-se ter atenção na direção e na profundidade da inserção das agulhas.

  • Pulmão e Pleura: O pneumotórax traumático pode ocorrer em casos de penetração profunda da agulha em pontos do tórax, costas ou fossa supraclavicular. Durante a manipulação poderá ocorrer tosse, dor toráxica e dispneia, especialmente se houver laceração grave do pulmão pela agulha. Os sintomas podem aparecer gradualmente depois de algumas horas após o tratamento.

  • Fígado, Baço e Rins: Sangramento, dor local, sensibilidade e rigidez dos músculos abdominais podem ocorrer quando há perfuração do fígado e baço. Quando o dano não for grave, o sangramento cessa espontaneamente, do contrário poderá ocorrer queda de pressão sanguínea e choque hipovolêmico.

  • Sistema Nervoso Central: Dor de cabeça, náuseas, vômitos, redução súbita da respiração e desorientação seguida por convulsões, paralisia ou coma podem ocorrer caso haja manipulação inadequada de pontos entre as vértebras cervicais ou ao lado da primeira vértebra superior, tais como VG15 e VG16. Acima da primeira vértebra lombar, entre outras vértebras, deve-se evitar a penetração profunda, pois pode ocorrer perfuração da medula espinhal, ocasionando paralisias ou fisgadas na extremidade ou no tronco abaixo do nível da perfuração.
  • Sistema Circulatório:Tomar cuidado com áreas de pouca circulação ou punção acidental de artérias, o que pode ocasionar sangramento.

Outros pontos que são potencialmente perigosos e exigem habilidade e experiência no seu uso:

  • B1 (Jingming) e E1 (Chengqi) – localizados próximo ao globo ocular;
  • CV22 (Tiantu) – à frente da traquéia;
  • E9 (Renying) – perto da artéria carótida;
  • BP11 (Jimen) e BP12 (Chongmen) – perto da artéria femural;
  • P9 (Taiyan) – na artéria radial.

Fonte: http://portal.crfsp.org.br/documentos/comissoesassessoras/acupuntura_2013_web%201.pdf

 

 

RESÍDUOS

 
 


A responsabilidade por resíduos gerados em qualquer ambiente é do gerador, devendo este conhecer a legislação vigente sobre o assunto. Atualmente estão em vigência: Resolução CONAMA 05/93, CONAMA 281/01 e RDC 33/03.

Por definição, resíduos de serviços de saúde são aqueles provenientes de qualquer unidade que execute atividades de natureza médico-assistencial humana ou animal; aqueles provenientes de centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde, medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados e aqueles provenientes de necrotérios, funerárias e serviços de medicina legal bem como os provenientes de barreiras sanitárias. (RESOL. CONAMA 283/01).

CLASSIFICAÇÃO (RDC 33/03)

GRUPO A (POTENCIALMENTE INFECTANTES) - resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção. Devem ser acondicionados em saco branco leitoso com a simbologia de substância infectante. De acordo com as suas características receberá uma subclassificação de A1 a A7 e deverão ter tratamentos diferenciados.

GRUPO B (QUÍMICOS) - resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente, independente, de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. é identificado através do símbolo de risco associado, de acordo com a NBR 7500 da ABNT e com discriminação de substância química e frases de risco. De acordo com as suas características receberá uma subclassificação de B1 a B8.

• GRUPO C
(REJEITOS RADIOATIVOS) – são considerados rejeitos radioativos quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados na norma CNEN-NE-6.02– “Licenciamento de Instalações Radiativas”, e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. É representado pelo símbolo internacional de presença de radiação ionizante (trifólio de cor magenta) em rótulos de fundo amarelo e contornos pretos, acrescido da expressão REJEITO RADIOATIVO, indicando o principal risco que apresenta aquele resíduo, além de informações sobre o conteúdo, nome do elemento radioativo, tempo de decaimento, data de geração, nome da unidade geradora, conforme norma da CNEN NE 6.05 e outras que a CNEN determinar.

GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS) – são todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos por esta resolução que, por suas características, não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento, identificação e tratamento, devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos - RSU. Para os resíduos do GRUPO D, destinados à reciclagem ou reutilização, a identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de guarda de recipientes, usando código de cores e suas correspondentes nomeações, baseadas na Resolução CONAMA nº 275, de 25 de abril de 2001, e símbolos de tipo de material reciclável.
I - azul - PAPÉIS
II- amarelo - METAIS
III - verde - VIDROS
IV - vermelho - PLÁSTICOS
V - marrom - RESÍDUOS ORGÂNICOS

Para os demais resíduos do Grupo D deverá ser utilizada a cor cinza nos recipientes. Caso não seja procedida a reciclagem, poderá ser utilizada a cor preta.

GRUPO E – PERFURO - CORTANTES – são os objetos e instrumentos contendo cantos, bordas, pontos ou protuberâncias rígidas e agudas, capazes de cortar ou perfurar. Enquadram-se neste grupo: lâminas de barbear, bisturis, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, lâminas e outros assemelhados provenientes de serviços de saúde, bolsas de coleta incompleta, descartadas no local da coleta, quando acompanhadas de agulha, independente do volume coletado. Os materiais perfuro - cortantes devem ser descartados separadamente, no local de sua geração, imediatamente após o uso, em recipientes, rígidos, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, com tampa, devidamente identificados, baseados nas normas da ABNT NBR 13853/97 - Coletores para RSS perfurantes e cortantes e NBR 9259/97- Agulhas hipodérmicas estéreis e de uso único-, sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas, quando descartáveis, sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente. O símbolo que representa o GRUPO E, é o símbolo de substância infectante constante na NBR-7500 da ABNT de março de 2000, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos, acrescido da inscrição de RESÍDUO PERFURO-CORTANTE, indicando o risco que apresenta aquele resíduo. Os resíduos do Grupo E devem ser encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário, devidamente licenciado em órgão ambiental competente.

Caso não haja a disponibilidade do tipo de destino final acima mencionado, devem ser submetidos a autoclavação para que haja redução ou eliminação da sua carga microbiana. Neste caso, os resíduos resultantes do tratamento devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D.

OBS: No caso dos consultórios de Acupuntura são gerados apenas resíduos do grupo D e E.

Fonte: https://www.portalunisaude.com.br/arquivos/file/manual%20de%20biosseguranca.pdf

 


 

Eletroacupuntura
RECOMENDAÇÕES PARA EQUIPAMENTOS

 
 

Eletroacupuntura é uma combinação da acupuntura clássica e da eletroterapia, de modo que, após a inserção das agulhas, por elas se faz passar uma corrente elétrica. Produz uma estimulação mais potente, regular e contínua do que a manual. Possui uma ação analgésica mais acentuada.

É empregada nos mais diversos tratamentos, potencializando assim o efeito da acupuntura tradicional. Pode ser utilizada em processos analgésicos, contudo requer conhecimentos específicos e, também possui algumas contraindicações e cuidados na utilização.

Os equipamentos elétricos e eletromagnéticos devem possuir registro na Anvisa ou Ministério da Saúde para que possam ser utilizados na assistência. Dessa forma, está proibido o uso pelo acupunturista de equipamentos de eletroacupuntura sem registro na Anvisa. Isso inclui alguns aparelhos portáteis que não estão licenciados para uso em humanos uma vez que não possuem registro na agência regulamentadora.

Deve-se realizar calibração e/ou manutenção preventiva de todos os equipamentos e manter cópia da comprovação das mesmas à disposição das autoridades.

Contraindicações

Eletroterapia não é indicado no caso de diminuição da sensibilidade local, gravidez, doença cardiovascular avançada, câncer de pele no local, circulação sanguínea prejudicada na região ou sobre feridas abertas ou áreas da pele com infecção, seios ou órgãos sexuais.

Fonte: https://www.canalacupuntura.com.br/saude/normas-que-regem-os-servicos-de-assistencia-a-saude/

 

 

Anamnese

 
 

A anamnese é uma entrevista conduzida pelo profissional com o objetivo de identificar os sintomas do paciente e chegar ao diagnóstico (energético, no caso da MTC) de uma síndrome.

De acordo com a pesquisadora Paula Martins Balduino, a anamnese tem como objetivo alcançar uma boa relação entre profissional e paciente, que objetiva o vínculo, a adesão ao tratamento, a confiança e maior fidedignidade das informações prestadas pelo paciente.
Nesse sentido, é indispensável que, durante o atendimento, você siga esse passo a passo:

  • Crie um diálogo aberto e franco com o seu paciente;
  • Esteja disposto a ouvi-lo, deixe que o seu paciente conte tudo e não esconda nada!
  • Interrompa-o o mínimo possível;
  • Mostre que está interessado não só na doença em si, isso é fundamental para um atendimento mais humano;
  • Seja profissional, tenha controle emocional, dignidade e a confiabilidade do sigilo das informações que o seu paciente compartilhou.

A anamnese é o primeiro contato entre profissional e paciente, estabelecendo-se, então, uma relação de proximidade. Mais do que isso, a humanização do atendimento já começa na entrevista do paciente.
É por isso que a anamnese é uma parte fundamental na construção da relação profissional-paciente.
A partir dessa conversa inicial, o profissional colhe dados e informações relevantes do seu paciente, para que, no momento certo, esses dados sejam cruciais para encontrar a melhor conduta terapêutica.
Etapas da Anamnese

  • Identificação do paciente

A identificação é o primeiro passo para a construção de uma anamnese, como o nome já diz, é a identificação do paciente, ou seja, seu nome, idade e a data de nascimento, o peso, altura etc.

  • Queixa principal (QP)

A Queixa Principal (QP) é o momento para perguntar ao paciente o motivo dele ter procurado ajuda, isso significa que o profissional precisa extrair do paciente o motivo principal da sua presença no consultório.
Vale lembrar que, nesse processo, você registra a queixa do paciente com as mesmas palavras que ele usou, ou seja, nada de termos técnicos, apenas transcreva o que o paciente disse.

  • Histórico de doença atual (HDA)

Depois de anotar a queixa principal do paciente, este é o momento de registrá-la usando os termos técnicos da sua área, pois o histórico de doença atual (HDA) é a parte mais importante da sua anamnese.
Assim, você descreve a doença do paciente, garantindo que nada se perca, portanto, tenha atenção a tudo o que ele disser no consultório.
Cronologia: quando foi o início? Como começou?
Localização corporal: qual é a origem do relato? E o grau de profundidade?
Qualidade: quais são as sensações? O aspecto físico do fenômeno?
Quantidade: com que frequência ocorre os sintomas? Qual a duração?
Circunstâncias: existe alguma condição externa que possa influenciar?
Fatores agravantes ou atenuantes: existe alguma situação que possa desencadear esses sintomas? (atividades, elementos, drogas etc.).
Manifestações associadas: há algum sintoma ou informação que você julga importante associar a etiologia da queixa principal? (por exemplo, capacidade de trabalho, perda de peso, febre etc.).
Afinal, a anamnese é a base para um diagnóstico rápido e assertivo para que o paciente inicie o tratamento com muito mais rapidez e eficiência.
Uma dica: lembre-se de que a HDA deverá ser registrada em ordem cronológica, isto é, você precisa registrar desde o momento que começou os primeiros sintomas, mas, não se esqueça de descrever a doença, quanto mais detalhes, melhor!

  • História Patológica Pregressa (HPP)

A História Patológica Pregressa (HPP) do paciente também é um item que deve constar na sua anamnese. Logo, reunir dados sobre o histórico de saúde do paciente é essencial para fazer uma boa anamnese.
Por exemplo, se o paciente é hipertenso e/ou diabético, se faz uso de algum medicamento de uso continuado, como o anticoncepcional ou antidepressivos. Como também se ele possui algum hábito (fumo, álcool, sono, hábitos alimentares).

  • Alergias

Este item não pode faltar na sua anamnese, pois, dependendo do tipo de alergia, há grande influência no uso de produtos (ervas, alimentos, óleos, etc.)   afetando diretamente o tratamento do paciente.

 

  • Hábitos de vida

Os hábitos de vida também devem constar em uma boa anamnese. O tabagismo, o alcoolismo e o sedentarismo são hábitos que podem influenciar no surgimento de determinadas doenças.

  • Histórico Familiar

Muitas doenças são associadas a carga genética, por isso, entender o histórico familiar do paciente contribui para a construção de uma boa anamnese.

  • Análise de parâmetros clínicos

Os parâmetros clínicos auxiliam a compreender melhor a queixa do paciente.
Por isso, fique atento a etapa de: : inspeção, palpação, percussão e ausculta.

  • Interpretação verbal e não verbal do paciente

Por muitas vezes você vai se deparar com um paciente que descreve seus sintomas, mas que, se analisarmos seu comportamento, contradiz o seu relato.
Sendo assim, a linguagem não verbal é interpretada por gestos e atitudes do paciente. Portanto, avalie se o paciente desvia o olhar enquanto fala, ou se está muito na defensiva, pois pode ser um sinal de que algo não está bem!

  • Conversa com o paciente

É o momento ideal sanar todas as dúvidas que ele apresente.
Observações
É importante compreender que as questões ou itens da ficha possuem a função de auxiliar no diagnóstico e que um sinal ou sintoma isolado não constituem por si só um padrão de alteração energética. Pois são necessários conjuntos de sintomas, pelo menos três, para constituir uma síndrome e para estabelecer um diagnóstico diferencial são necessários incorporar outros elementos de avaliação como inspeção, palpação, anamnese do pulso e língua.
Uma sugestão é incluir itens a serem inspecionados e que possuam relação com os Meridianos de Acupuntura como, por exemplo, observação da face, relacionada ao meridiano do Coração ou dos olhos que são a manifestação do meridiano do Fígado.
Essa estratégia possui dupla função: a primeira seria um lembrete para evitar que alguma parte deixe de ser observada e a segunda é facilitar o registro e organizar as ideias do terapeuta.
É possível realizar uma abordagem de entrevista por sistemas, sendo eles: cardiovascular; digestório; genito-urinário; reprodutor; músculo esquelético; respiratório; excretor e os demais que forem pertinentes para sua avaliação para ter um panorama do paciente e fazer a associação com a Teoria dos Cinco Elementos.

Nessa concepção, o sistema cardiovascular seria relacionado ao elemento Fogo, o digestório à Terra, o reprodutor e genito-urinário à Água, o músculo esquelético à Madeira e talvez à Terra e o respiratório e excretor ao Metal.
Outro fator que pode ser incorporado à ficha é a avaliação do estado emocional, pois sabe-se que as emoções influenciam fortemente o estado energético dos meridianos e que cada elemento possui uma emoção associada.
A ficha de anamnese, ao contrário do que quase a totalidade de profissionais da área imagina, é um documento da área da saúde.

Fonte:
https://www.feegowclinic.com.br
https://itiomassagem.com.br/mtc/anamnese-na-mtc-ficha-de-avaliacao

 

 

O Alvará da Vigilância Sanitária é Obrigatório para Qualquer Serviço de Saúde

 
 

A obtenção de licenciamento por órgãos reguladores é obrigatória para todos os serviços de assistência a saúde (consultórios, ambulatórios, hospitais, laboratórios) e para os que de alguma forma tenham impacto na saúde coletiva (indústria farmacêutica, academias, instituições de idosos, restaurantes e indústria de alimentos etc.). Tal obrigatoriedade está prevista em Lei Federal 6437/1977 no artigo 10, inciso I e ao contrário do que acreditam e divulgam alguns portais não é algo a ser feito apenas por quem atende a convênios.

Dessa forma, prestar atividade de assistência médica em estabelecimentos que não possuem licença de funcionamento constitui infração sanitária passível de penalidades aplicadas ao responsável técnico e/ou legal que podem variar desde advertência, multa até interdição do estabelecimento.

O objetivo dessas regularizações é a preservação da saúde da população já que por meio das inspeções sanitárias são realizados levantamentos de riscos potencialmente lesivos a saúde e adotadas medidas para eliminá-los ou reduzi-los. Portanto as inspeções sanitárias contribuem para as boas práticas em saúde.

As inspeções são realizadas por funcionários concursados, nomeados autoridade sanitária pelo poder público e durante a inspeção devem portar credencial que os identifique. A autoridade sanitária tem livre acesso aos estabelecimentos e tem o dever de fiscalizar cada ambiente, fazendo cumprir a legislação sanitária vigente.

QUAIS SÃO OS AMBIENTES MÍNIMOS PARA UM CONSULTÓRIO DE ACUPUNTURA?

Os consultórios de Acupuntura podem ter diversas configurações a depender da demanda atendida e dos procedimentos realizados.

A norma legal que estabelece a estrutura física de serviços de saúde é a RDC 50/2002 da Anvisa. De acordo com esta norma qualquer consultório deve ter dimensão mínima de 7,5 m2 considerando-se apenas o local em que é realizado o atendimento, devendo dispor de pia para lavagem de mãos nesse ambiente.

Além da sala em que é realizado o atendimento inicial, os consultórios devem dispor de ambientes de apoio como sanitários para pacientes, sanitários para funcionários, copa, depósito para material de limpeza, área de arquivo de prontuários se for o caso, área para abrigo de resíduos devendo haver separação conforme a destinação final do resíduo (comum, infectante e perfuro- cortante, químico e físico).

Em função das características do atendimento de Acupuntura, é muito comum os consultórios disponibilizarem mais de um local onde mantém o paciente agulhado, instalando boxes de atendimento, e não há nenhuma proibição de se fazer desse modo, desde que não se utilize divisórias de madeira ou que não sejam de material impermeável e resistente a lavagem e ao uso de produtos saneantes.

Fonte:https://www.canalacupuntura.com.br/saude/normas-que-regem-os-servicos-de-assistencia-a-saude/

 

 

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