TERAPEUTAS
André Gandur
Marilene Coelho

 
 

 

Cúrcuma (Curcuma longa L.)

 
 

  • Nomes populares: açafroa, açafrão-da-terra, batatinha amarela gengibre amarelo, açafrão-da-índia
  • Parte utilizada: rizomas.

Indicações
Uso interno: Ação digestória, antimicrobiana e anti-inflamatória.

Posologia e forma de preparo
Uso interno: Infusão - 1,5 g de rizoma picado para 1 xícara de chá (150 ml),
duas vezes ao dia.

Cuidados
 O uso é contraindicado para pessoas com cálculos biliares, obstrução dos ductos biliares e úlcera gastroduodenal.

Não utilizar em caso de tratamento com anticoagulantes

Fonte: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/assist_farmaceutica/Cartilha_Plantas_Medicinais_Campinas.pdf

 

 

 

Gengibre (Zingiber officinale Roscoe)

 
 

Parte utilizada: Rizoma.
Indicações

  • Uso interno: Carminativa (combate gases intestinais), antiemética, digestória, combate arterioesclerose, ação antioxidante, antisséptico e anti-inflamatório para problemas respiratórios (expectorante e dor de garganta) e casos de cinetose (enjoo por movimento em carros, aviões e barcos).

  • Uso externo: Inflamações de boca e garganta.

Posologia e forma de preparo

  • Uso interno: Infusão ou decocção - 0,5 g a 1,0 g do rizoma (picado para decocção ou ralado para infusão) para 1 xícara de chá (150 mL) de água. Após o procedimento, tanto na infusão, quanto na decocção, deixar o recipiente tampado por no mínimo 10 minutos. Tomar 2 a 4 vezes ao dia.
  • Uso externo: Infusão ou decocção - 0,5 a 1,0 g do rizoma (picado para decocção ou ralado para infusão) para 1 xícara de chá (150 mL) de água. Após o procedimento, tanto na infusão, quanto na decocção, deixar o recipiente tampado por no mínimo 10 minutos. Realizar bochecho ou gargarejo 2 a 4 vezes ao dia.

Cuidados:

  • Não utilizar em gravidez e lactação em doses maiores que 1 colher de café por dia (0,5 g).
  • Não utilizar para crianças menores de 6 anos.
  • Contraindicado seu uso para pessoas com úlcera péptica, colite, doença hepática, cálculo biliar, hipertensão arterial ou concomitante com anticoagulantes.
    Fonte: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/assist_farmaceutica/Cartilha_Plantas_Medicinais_Campinas.pdf
 
 

Pitangueira (Eugenia uniflora L.)

 
 

Parte utilizada: folhas.
Indicações

  • Uso interno: antioxidante, diurética, digestiva, antidiarreica.
  • Uso externo: atividade antimicrobiana para feridas e gargarejos.

 

 
 

Posologia e forma de preparo

  • Uso interno: Infusão - 10 g de folhas secas para 1 litro de água, tomar 2 a 3 xícaras de chá (150 mL) ao dia, após refeições.
  • Uso externo: Decocção - 10 folhas para 1 litro de água. Para feridas: esfriar e deixar em contato com as feridas (banho ou compressa) por 20 minutos(mínimo), utilizar 1 a 2 vezes ao dia.  Para gargarejo: utilizar 2 a 3 vezes ao dia.

Cuidados:

  • O uso interno é contraindicado para grávidas, lactantes, crianças de 3 anos e não deve ser utilizado por mais de 30 dias.
  • O uso externo não deve ser utilizado por grávidas e lactantes com lesões extensas e graves.
    Fonte: /www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/assist_farmaceutica/Cartilha_Plantas_Medicinais_Campinas.pdf
 

 

Carqueja (Baccharis trimera)

 
 

Parte utilizada: Partes aéreas.
Indicações

  • Uso interno: Auxilia no tratamento das doenças digestivas em geral e dos distúrbios hepáticos. Também possui ação diurética e depurativa, antiinflamatória, para dores articulares, sendo indicado para casos de gota.

  • Uso externo: Dor de garganta.
 
 

Posologia e forma de preparo

  • Uso interno: Infusão - 2,5 g de planta seca para uma xícara de chá (150 ml) de água. Acima de 12 anos tomar 150 ml do infuso, logo após o preparo, 2 a 3 vezes ao dia.
  • Uso externo: Infusão - 2,5 g de planta seca para uma xícara de chá (150 ml) de água. Utilizar em forma de gargarejo, 2 a 3 vezes ao dia.

Cuidados:
 Não utilizar em gestantes e lactantes. Em dose excessiva pode provocar contrações uterinas. O uso pode causar hipotensão. Evitar o uso concomitante com medicamentos para hipertensão e diabetes.

Fonte: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/assist_farmaceutica/Cartilha_Plantas_Medicinais_Campinas.pdf

 

 
Funcho (Foeniculum vulgare Mill)
 
 

Nomes populares: funcho, erva-doce
Parte utilizada: frutos(sementes) e folhas.
Indicações:

  • Uso interno:

Frutos (sementes): ação antiespasmódica (cólicas digestivas e menstruais), hepatoprotetora, carminativa (flatulência), antimicrobiana e expectorante (tosse e bronquite). Estimula o apetite, facilita a lactação (estimula o leite materno), descongestionante das vias aéreas superiore

Folhas: digestiva, sedativa, cicatrizante e antisséptica.

Posologia e forma de preparo

  • Uso interno: Infusão - 1 colher de sopa (3 g) de frutos secos (sementes) em uma xícara de chá (150 mL) de água. Tomar 2 a 3 vezes ao dia.

Cuidados

  • Aumenta o fluxo menstrual.
  • Evitar nos casos de hiperandrogenismo e hiperestrogenismo e uso por gestantes.

Observação
Diferenciar da planta Pimpinella anisum (chamada de anis e erva doce) e da Foeniculum vulgare var. dulce (chamada erva-doce-de-cabeça) que é usada na culinária.

Fonte: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/assist_farmaceutica/Cartilha_Plantas_Medicinais_Campinas.pdf

 

 

Guaco (Mikania laevigata)

 
 

Indicações

  • Uso interno: Expectorante, broncodilatador.

Posologia e forma de preparo

  • Uso interno: Infusão - 1 colher de sopa (3 g) de folhas secas para 1 xícara de chá (150 mL) de água. Acima de 12 anos: 2 vezes ao dia, logo após o preparo.

Xarope caseiro - 20 folhas frescas picadas para 1 xícara de chá (150 mL) de água e 1 e½ xícara de chá (255 g) de açúcar. Cozinhar em calor brando as folhas em água, sempre tampado, por 5 minutos, até perceber o odor adocicado de cumarina. Coar e acrescentar o açúcar até dissolver, se necessário, aquecer brandamente (60 a 80° C). Acondicionar em recipiente higienizado, de preferência em vidro âmbar. Armazenar em geladeira ou em local fresco e ao abrigo da luz. Esta preparação não pode ser usada por mais de 7 dias e deve-se verificar frequentemente se o xarope não fermentou (azedou).

  • Crianças de3 a 6 anos: tomar 1 colher de chá (5 mL), 2 vezes ao dia.
  • Crianças de 7 a 12 anos: tomar uma colher de sobremesa (10 mL), 3 vezes ao dia.
  • Acima de 12 anos: tomar uma colher de sopa (15 mL), 3 vezes ao dia.

Agitar antes de usar.
Atenção: contraindicado a pacientes portadores de Diabetes mellitus, gestantes, lactantes e crianças menores de dois anos e em caso de tratamento com anticoagulantes.
Cuidados: Não utilizar em caso de tratamento com anticoagulante. A utilização pode interferir na coagulação sanguínea.
Doses acima das recomendadas podem provocar vômitos e diarreia.

Fonte: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/assist_farmaceutica/Cartilha_Plantas_Medicinais_Campinas.pdf

 

 

Hortelã (Menta x villosa Huds)

 
 

Indicações

  • Uso interno: auxiliar da digestão, tratamento de parasitoses intestinais e diarreias causadas por ameba e giardíase (Giardia lamblia).
  • Uso externo: no tratamento de tricomoníase (Trichomonas vaginalis )

 

Posologia e forma de preparo

  • Uso interno: Infusão - 1 colher de sopa (3 g) de folhas frescas ou 1 colher de chá (1 g) de folhas secas para 1 xícara de chá (150 mL) de água. O chá deve ser tomado de 2 a 4 vezes ao dia.    Pó vegetal - para tratamento de parasitoses intestinais e diarreias causadas por ameba e giardíase (Giardia lamblia). Crianças de 5 a 13 anos: ¼ de uma colher de café (100-150 mg) do pó, 3 vezes ao dia durante 5 dias. Acima de 13 anos: ½ colher de café (200-300 mg) do pó, 3 vezes ao dia durante 5 dias. Em ambos os casos, o tratamento deve ser repetido após 10 dias.

  • Uso externo: Infusão - 1 colher de sopa (3 g) de folhas frescas ou 1 colher de chá (1 g) de folhas secas para 1 xícara de chá (150 mL) de água. Fazer banho de assento diariamente durante 1 a 2 semanas. Deve ser associado com o uso interno.

Cuidados: lembrar que existem muitas espécies conhecidas popularmente como hortelã.
Fonte: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/assist_farmaceutica/Cartilha_Plantas_Medicinais_Campinas.pdf

 


 

Malvarisco: (Plectranthus amboinicus)

 
 
  • Parte utilizada: folhas frescas.

  • Indicações

  • Uso interno: contra gripe, problemas respiratórios, inflamações de boca e garganta.
  • Posologia e Forma de Preparo
  • Cuidados: Não há relatos de contraindicações.
  • Uso interno: Xarope caseiro: 30 folhas frescas de malvarisco lavadas e picadas e 1 xicara de chá (170 g) de açúcar. Em uma panela de vidro, inox ou esmaltada, intercalar com camadas de açúcar e folhas, começando com o açúcar. Observação: não vai água! Colocar em banho-maria por 40 minutos, tampado. Coar e tomar. De 2 a 6 anos, tomar 1 colher de chá (5 mL) do xarope3 vezes ao dia. De 7 a 12 anos, tomar 1 colher de sobremesa (10 mL) do xarope 3 vezes ao dia. Acima de 12 anos, tomar 1 colher de sopa (15 mL) do xarope 3 vezes ao dia.

Fonte: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/assist_farmaceutica/Cartilha_Plantas_Medicinais_Campinas.pdf

 

 

Chás Trazem Muitos Benefícios à Saúde, mas Demandam Alguns Cuidados

 
 



Chás possuem efeitos digestivo, anti-inflamatório, antioxidante e calmante, entre outros. Não é à toa que a medicina tradicional chinesa faz uso deles como recurso terapêutico há milhares de anos. Há registros de consumo de plantas com poder curativo desde a Era Paleolítica. Todavia, estudos mais recentes apontam que é preciso ter cautela para prevenir possíveis consequências adversas.

Como os chás favorecem diferentes aspectos da saúde?
Existe uma imensa diversidade de benefícios dos chás. Os principais são o anti-inflamatório, podendo auxiliar a perda de peso e na recuperação de alguma doença (por exemplo, gengibre, sabugueiro, chá verde, chá branco); o calmante, que contribui para o foco cognitivo, qualidade de sono e saúde mental (erva-doce, erva-cidreira, macela, melissa, camomila etc.); e o digestivo, que minimiza sintomas de desconforto no trato gastrointestinal (como alecrim, boldo, espinheira-santa, hortelã).

Qual a dose diária ideal dos chás e o que pode ocorrer em caso de ingestão excessiva?

A dose pode variar de acordo com a condição de saúde da pessoa e o tipo de chá. Uma recomendação que abrange a maioria das indicações é de uma a duas xícaras de chá por dia. Os efeitos adversos dependem da dose, do consumidor e de cada qualidade de chá consumido. Chás com cafeína podem causar insônia, excitação nervosa e náuseas; chás de alho e erva-cidreira podem desencadear hipotensão e desconforto gastrointestinal; e chás diuréticos, como cavalinha, podem provocar dor de cabeça, anorexia, sintomas de desidratação e irritação gástrica.

Quais os principais tipos de chás consumidos pelos brasileiros e seus benefícios? Há alguma contraindicação entre eles?

Chá verde e chá branco: são originados pela planta Camellia sinensis, auxiliam no emagrecimento e são antioxidantes. São contraindicados para pacientes com gordura no fígado.Erva-cidreira: indicada como calmante suave para quadros leves de ansiedade e insônia, casos de cólicas abdominais, distúrbios estomacais, flatulência (gases), como digestivo e expectorante. Seu uso deve ser cauteloso em pessoas com pressão arterial baixa.Hortelã: indicado para situações de cólicas abdominais, flatulência (gases) e problemas hepáticos. Não deve ser utilizado em casos de obstruções biliares, danos hepáticos severos e durante a lactação.Gengibre: sem contraindicação, é excelente anti-inflamatório, auxilia na recuperação de resfriados e em quadros de náuseas em gestantes (um dos poucos chás aconselhados para esse grupo).Camomila: indicado para cólicas intestinais, quadros leves de ansiedade, como calmante suave, contusões e dos processos inflamatórios da boca e gengiva. Não deve ser consumido por gestantes.Sabugueiro: indicado para gripe e resfriado. Pacientes com baixa concentração de potássio no sangue não devem consumi-lo.

Há algum chá cujo consumo deva ser evitado por algum grupo de pessoas?

Sim. Em uma visão geral, é contraindicado o consumo de chás para gestantes, já que não há estudos que comprovem sua segurança e vários deles pode provocar sangramento nesse público. Pacientes com gordura no fígado devem evitar aqueles como chá verde e chá branco, que aumentam a mobilidade de gordura.

Como fazer para introduzir o chá na alimentação diária, especialmente de crianças?

O consumo de chá pode ser muito prático no dia a dia. A melhor opção sempre será o uso das folhas, flores e caules. Para os bebês, os chás podem ser introduzidos como estratégias mais naturais para enfrentar o desconforto de cólicas. Mas, atenção: até os 6 meses de vida, o aleitamento materno ou a fórmula infantil deve ser exclusivo. A partir de 1 ou 2 anos de idade, a oferta de chás é mais segura, porém alguns cuidados ainda devem ser observados e é importante procurar ajuda de um profissional para orientação. A melhor forma de criar, novos hábitos para as crianças, sempre será o exemplo dos pais e envolvê-las no processo de escolha de sabores e preparações de preferência.

Importante ressaltar que para o consumo correto e seguro dos chás, o ideal é que se faça este consumo sob orientação de um profissional habilitado.

 

Fonte: http://www.santalucia.com.br/noticias/chas-trazem-muitos-beneficios-saude-mas-demandam-alguns-cuidados/
 Ana Acioli, Aline Alves e Naiane Sano.

 

 

Cuidados no Uso de Plantas Medicinais

 
 
  • Dê preferência para plantas a granel ao invés de sachês, a chance de adulteração e misturas é menor e você vai consumir uma bebida de melhor qualidade;

  • Utilize sempre plantas que você conheça a procedência, evite coletar plantas medicinais junto a locais que possam ter recebido agrotóxicos ou perto de estradas, estacionamento de veículos, lixo ou locais poluídos, pois a planta pode estar contaminada;

  • Evite misturar plantas diferentes no mesmo chá, existem poucos estudos sobre a interação entre as plantas medicinais;
  • Ao realizar um tratamento com medicamentos de uso contínuo, procure seu médico ou farmacêutico, e pergunte se existem problemas no uso com chás. Algumas plantas podem influenciar no efeito do medicamento, diminuindo ou potencializando o efeito terapêutico;

  • Não substituir o consumo de água pelo uso de chás, nenhuma bebida é capaz de substituir o uso da água;

  • Gestantes devem ser orientadas por um profissional da saúde habilitado sobre o uso de chás, principalmente no primeiro trimestre de gravidez.

Fonte: https://www.uninter.com/noticias/seis-cuidados-no-uso-de-plantas-medicinais

 



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