TERAPEUTAS
André Gandur
Marilene Coelho

 
 
 


 

SURDEZ EM IDOSOS

 
 
A surdez em idosos se torna mais comum a cada ano, especialmente quando associamos o fato de que a população da 3ª idade vem crescendo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço das pessoas acima de  65 anos, e metade da população com 70 anos tem algum problema de surdez, seja ele grave ou não.

A presbiacusia ou a perda de audição ocasionada pela idade é inevitável e um processo degenerativo que acontece com o envelhecimento natural, devido a morte de células auditivas.

Há diferentes graus para a deficiência auditiva, desde leve até profunda e raramente uma pessoa chega ao estado de ausência total do som. Contudo, a surdez em idosos pode ser pior se o indivíduo já sofre com pressão alta, diabetes, consumo de álcool e tabaco.

Surdez x Demência
A restrição social pode aumentar o risco de desenvolvimento da demência. É frequente casos de idosos que falam sozinhos em diversas situações por não conseguir se comunicar com terceiros. A diminuição de estímulos cerebrais, causados pela surdez afetam toda a área cerebral. O risco de demência no idoso cresce 27% a cada 10 decibéis perdidos na audição.

Surdez x Depressão

Quando o idoso não consegue mais fazer atividades rotineiras, como: ouvir rádio, assistir TV ou conversar com outras pessoas, naturalmente se isola para evitar situações constrangedoras. Em algumas ocasiões, os familiares não têm a paciência necessária e acabam por excluir esse idoso dos círculos sociais.

Aparelhos Auditivos

Existe uma série de marcas e modelos no mercado e cada indivíduo deve usar o recomendado para seu problema. Eles amplificam as ondas sonoras e são responsáveis pela melhoria parcial ou total da audição do deficiente. Caso o idoso apresente algum sinal de surdez, o uso de aparelho auditivo pode ser adotado.

Sinais

  • Não ouvir o telefone ao tocar;
  • Dificuldade em entender uma simples conversa cotidiana;
  • Necessidade em aumentar o volume de aparelhos eletrônicos ao máximo;
  • Ouvir “zumbidos” com frequência
  • Constantemente pedir para que as pessoas repitam o que disseram

 

Cuidados na Prevenção da Surdez em Idosos
Fatores como hereditariedade e exposição prolongada a grandes ruídos contribuem na perda de audição a longo prazo.
É importante destacar que há uma série de fatores que ajudam no tratamento da surdez em idosos. Alguns deles são:

  • Percepção da família em identificar o problema do idoso e levá-lo ao médico;
  • Não gritar ou perder a paciência ao falar com algum deficiente;
  • Conversar de forma pausada e frente a frente;
  • Utilize aparelhos auditivos, caso disponível;
  • Ser gentil e entender que o uso do aparelho no começo precisa de adaptação.
  • Evitar fones de ouvido, som elevado no carro e concertos de música demasiadamente altos na juventude, garantem maior qualidade da audição quando idoso.
  • O paciente com perda auditiva moderada e/ou grave deve sempre usar aparelhos auditivos. 

Fonte: https://www.masternursing.com.br/surdez-em-idosos-cuidados/

 

 

Clima seco: o que fazer para o Idoso

 
 
O sistema imunológico é mais limitado em pessoas da terceira idade, e isso aumenta a possibilidade de se desenvolver doenças. Some-se a isso o frio e o hábito dos idosos de ficarem mais tempo em lugares fechados no inverno: este é um panorama perfeito para o surgimento de várias doenças oportunistas, especialmente no trato respiratório.

É nesta época que aumentam os casos de conjuntivite, síndrome do olho seco e alergias tanto nos olhos quanto no trato respiratório: as mucosas ficam ressecadas, consequentemente tornam-se mais sensíveis e irritadas, suscetíveis a micro feridas, por isso em alguns casos o nariz chega a sangrar.


Por todos esses fatores do clima seco, é comum o contágio de gripes e resfriados. Mas o que pode ser feito por cuidadores de idosos e familiares para contornar os problemas e minimizar o desconforto?

É importante beber água mesmo sem ter sede, pois essa vontade só aparece tardiamente, quando a quantidade de líquidos no organismo já se encontra abaixo do nível desejado.

É indicado tomar, em média, 2 litros de água por dia para suprir as necessidades do nosso organismo. Em medidas caseiras, essa quantidade equivale a tomar 8 copos por dia.

Se o idoso não conseguir beber muita água, não se preocupe porque a quantidade de líquido pode ser suprida também com outras fontes, como os sucos, água de coco, frutas, chás e sopas. Evite as bebidas com muito açúcar, como sucos artificiais e refrigerantes.

A cor e cheiro da urina são uma boa fonte de informação sobre a hidratação do idoso: uma urina mais concentrada indica uma maior necessidade de ingestão hídrica.

A desidratação é uma questão muito séria. Por conta dela as pessoas podem apresentar menor volume de sangue que o normal, atrapalhando o funcionamento do coração, podendo causar fraqueza, tontura, dor de cabeça, fadiga e, se for muito prolongada, levar à morte.

É possível umidificar o ambiente com equipamentos umidificadores de ar, só tenha cuidado para não exagerar. O ideal é que a umidade fique entre 55% e 60%. Uma toalha molhada próxima à cabeceira da cama pode ser uma opção para quem não tem um umidificador.
Tenha cuidado inclusive com recipientes de água pela casa, principalmente próximos a colchões e travesseiros, para evitar acidentes.

Outra dica inclui lavar as narinas com soro fisiológico para diminuir o desconforto no nariz, o que pode evitar problemas como sangramento nasal e sinusite. Para a técnica correta da lavagem nasal com soro, procure um médico otorrinolaringologista.

Mesmo para quem tem pouca ou nenhuma alergia, ter uma casa limpa e ventilada é algo muito saudável. Então, dê importância não só para a limpeza do piso, mas de todos os objetos e espaços da casa.

Evite produtos de limpeza que tenham odores muito fortes, isso pode causar irritações nas pessoas mais sensíveis, e abra as janelas para que a casa fique bem ventilada. Tente evitar também o uso de vassouras que espalham a poeira no ar, é possível utilizar panos úmidos para que a poeira fique grupada neles.

Fonte: https://acvida.com.br/saude/clima-seco-o-que-fazer/

 

 

Bengala deve ser bem escolhida e usada corretamente.

 
 
Um dos meios mais simples e baratos para prevenir fraturas em idosos tem sido a bengala, cuja função é contribuir para a mobilidade mais segura e facilitar a vida cotidiana. E o uso da bengala foi tema de reportagem veiculada no jornal Gazeta do Povo, do Paraná, cujo texto enaltece os benefícios, mas ressalta que nem sempre é fácil convencer um idoso a usá-la, pois muitas vezes ela é associada à ideia de incapacidade física. Diante da importância desse recurso facilitador de mobilidade, é importante esclarecer alguns aspectos para orientar a escolha da bengala mais adequada a cada idoso.


O reumatologista Ricardo Fuller, membro da Comissão de Osteoartrite da SBR, explica de início que as bengalas são classificadas como “meios auxiliares de locomoção”, que incluem três tipos de acessórios: bengalas, muletas e andadores.  Todos se prestam a facilitar a locomoção do paciente. “Esses dispositivos melhoram o equilíbrio e fornecem uma forma de compensar as deficiências de força e agilidade, melhorando a segurança ao caminhar, reduzindo o risco de quedas e o agravamento das condições de saúde que estão dificultando a locomoção”, esclarece Fuller, ressaltando que as bengalas e os demais dispositivos, quando bem utilizados, melhoram a dor, o desempenho da marcha e conferem maior autonomia para o indivíduo.

Segundo Fuller, as bengalas cumprem essas funções porque diminuem a carga nos membros inferiores em até 20% do peso do indivíduo e aumentam a base de apoio, além de servir como uma espécie de “rastreador” do meio ambiente.

O momento de aderir


O momento para a indicação de uma bengala, explica Fuller, deve ser definido por um médico ou fisioterapeuta e ocorre quando o paciente apresenta limitações ou dor quando caminha, perda do equilíbrio e quedas frequentes. Outro aspecto importante, para a indicação de bengalas, diz o reumatologista, é a limitação que o paciente passa a ter para a sua livre locomoção, causando prejuízo para as atividades do seu dia-a-dia. “Dessa maneira , ele passa a ficar mais tempo sentado ou deitado, piorando a força muscular, o equilíbrio e agravando a dificuldade para caminhar”, esclarece, ressaltando que, adicionalmente, o indivíduo que se locomove menos tem menor gasto energético, podendo aumentar de peso, o que piora suas limitações, num círculo vicioso.

Fuller afirma que, de fato, muitos pacientes relutam para iniciar o uso das bengalas, pois acham que isso atrapalhará sua marcha. “Na verdade, isso ocorre apenas quando a bengala não é adequada e sua prescrição e utilização não são feitas de forma correta”, salienta, recomendando que o paciente seja ensinado quanto ao uso correto e apenas com o treino vai ocorrer a familiarização, num processo que pode levar até dois meses, segundo dados de uma pesquisa nacional.
Para conseguir um bom resultado na adoção da bengala, Fuller explica o que é importante considerar para que o uso seja feito de forma correta: cotovelos devem estar flexionados entre 20 e 30 graus A altura deve ser regulada a partir do posicionamento do cotovelo, com a ponta da bengala colocada aproximadamente a 15 a 20 cm da face lateral do pé Geralmente, a bengala deve ser usada no lado oposto ao do problema principal dos membros inferiores O paciente deve mover a bengala junto com o membro inferior do lado oposto Os ombros devem permanecer nivelados

A escolha


Após a decisão pelo uso da bengala, vem a escolha do tipo. E aqui é importante saber quantos tipos existem e o que cada um pode oferecer ao idoso. Fuller esclarece então esses tipos em detalhes: Com empunhadeira curva ou em C: até pouco tempo, uma das mais utilizadas, porém o posicionamento da mão e a dinâmica de cargas que ela proporciona não são as ideais. Com empunhadeira funcional: tem um encaixe melhor para as mãos e a distribuição de carga ao longo do cano é melhor. Com base alargada: são as bengalas com três ou quatro pontos de apoio. Permitem maior estabilidade, mas reduzem a velocidade da marcha. Com apoio para antebraço (incorretamente denominadas de “bengalas canadenses”). Proporcionam melhor apoio do membro superior. Em virtude de a bengala modificar o processo da marcha, esclarece ainda Fuller, ela somente deve ser utilizada quando já houver limitações detectáveis e que não melhoraram com os demais tratamentos (tanto uso de medicação, quanto procedimentos fisioterápicos e exercícios). E a indicação e as instruções de uso devem ser feitas por médicos, fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais, ressalta o reumatologista.

Fonte:https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/bengala-deve-ser-bem-escolhida-e-usada-corretamente/
Jornalista Responsável: Maria Teresa Marques

 

 

BENEFÍCIOS DO PILATES PARA IDOSOS

 
 


Não é de hoje que as pessoas da terceira idade estão buscando se manter mais ativo para cuidar cada vez mais da saúde.

E o método Pilates para idosos pode ser um grande aliado para ajudar nessa fase da vida, os mantendo com uma vida saudável.

Muitos especialistas descrevem o Pilates como uma atividade perfeita para idosos, pois além de trazer diversos benefícios que iremos explicar, é essencial que continue se exercitando na terceira idade. Isso porque a falta de cuidados e prevenção pode trazer dores, insônia, dependência de terceiros, sem falar dos acometimentos neurológicos, como o Alzheimer, o Parkinson, derrames cerebraisetc.

O que acontece com o corpo e mente na terceira idade?

Durante o envelhecimento o organismo perde massa muscular, diminuindo assim o metabolismo e reduz a densidade óssea, tornando assim a pessoa bem mais vulnerável a inúmeras doenças na coluna, outras articulações e no coração.

Atividades físicas para idosos são cruciais para manter tanto a saúde mental quanto a saúde física, e recomendamos que procure um profissional que seja especialista para que possa aplicar a melhor atividade.

Os benefícios do Pilates para Idosos


O método Pilates para os idosos, é uma das melhores alternativas para o público nessa fase da vida pois combina exercícios com baixo impacto, trabalha os músculos específicos a cada necessidade, a coordenação e o fortalecimento, além da conservação da massa muscular e condicionamento cardiovascular.

Trabalha principalmente corrigindo a postura, ativando a circulação e tensionando os músculos, através de exercícios de alongamentos, que estimulam o corpo a obter uma maior flexibilidade, recuperando articulações propensas a artrose e dores generalizadas.

Além disso, trabalha os músculos profundos, incluindo os que controlam o fluxo da urina e impurezas sólidas do corpo, prevenindo a incontinência urinária e fecal, muito frequente nessa idade.

Nessa fase da vida existem diversas limitações em atividades diárias, como sentar e levantar, amarrar um tênis, dentre outros e o Pilates pode tornar essas tarefas mais fáceis de serem realizadas.

Outros benefícios

  • Alívio da dor
  • Alívio do estresse;
  • Prevenção de lesões
  • Melhora dos reflexos
  • Melhora a mobilidade
  • Melhora a flexibilidade
  • Maior percepção dos movimentos
  • Melhora do equilíbrio
  • Melhora da velocidade de andar
  • Melhora da autoestima
  • Diminuição da depressão
  • Mantém o peso corporal
  • Fortalece os músculos das pernas e costas
  • Contribuição na manutenção e/ou aumento da densidade óssea
  • Ajuda no controle do diabetes, artrite e doenças cardiovasculares
  • Melhora as reações posturais.

Fonte:https://blogpilates.com.br/beneficios-do-pilates-para-idosos/
Por  Samuel Jardim

 

 

Velhice não é assexual, defendem especialistas

 
 


Sexualidade de idosos foi destaque em eventos científicos realizados pela Sociedade Brasileira de
Geriatria e Gerontologia em 2019.

 A ciência do envelhecimento avançou nas últimas décadas, possibilitando a ressignificação de mitos sobre a sexualidade das pessoas com 60 anos ou mais. Debater esse tema é um dos propósitos da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), que, em 2019, buscou disseminar informação de qualidade, e sem preconceitos, especialmente entre profissionais de saúde.

“O velho não é um ser assexuado”, reiterou o presidente da SBGG, o Dr. Carlos Uehara, em entrevista à Agência Brasil de jornalismo, durante o X Congresso de Geriatria e Gerontologia do Estado do Rio de Janeiro. A Sociedade também realizou, neste ano, outros 23 eventos científicos, somando quase 7 mil participantes, entre especialistas, pesquisadores e estudantes, para debater, entre outros assuntos, a sexualidade dos idosos.

“Mesmo com todos os esforços dos especialistas, diversas construções sociais ainda privam os idosos do amor, da sexualidade e do prazer”, explica o Dr. Milton Crenitte, que complementa: “Ainda existe um mito da ‘velhice assexual’, que dificulta a inclusão da sexualidade nessa fase da vida”.

Mas a Drª Roberta Parreira garante: para seus pacientes idosos, a sexualidade quando vivida é parte importante de uma vida saudável. “Eles conversam comigo sobre o assunto quando se sentem à vontade. E dizem que veem o sexo como uma necessidade de vida, algo agradável. Ainda que nesta etapa da vida, por exemplo, homens e mulheres tenham condições físicas e biológicas particulares”, diz.

Entre as mudanças fisiológicas que ocorrem nos corpos com o passar dos anos estão a redução de lubrificação vaginal nas mulheres e o declínio da intensidade do orgasmo, nos homens. Mas o advento dos medicamentos para disfunção erétil, por exemplo, permitiu o retorno à vida sexual ativa para muitos idosos. “Também é preciso entender que a sexualidade pode ser vivida pelo toque, carinho, afeto, pelas relações sociais ou pela maneira que o indivíduo desejar”, defende Crenitte.

Sexualidades

A sexualidade pode ser vivida em sua multiplicidade, conforme disse Uehara, em entrevista à Agência Brasil. Segundo o Dr. Milton Crenitte, que também é diretor da Eternamente SOU, primeira organização social voltada para atendimento das velhices LBGT, lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgênero muitas vezes têm a sexualidade invisibilizada na maturidade.
“Infelizmente, eles expressam maiores riscos de estarem morando sozinhos, de não terem filhos e de não apresentarem alguém para chamar em caso de uma emergência. Também, surgem questões relacionadas com a falta de confiança nos serviços de saúde e com o medo de sofrer discriminação nesses locais”, relata Crenitte.

“Nessa fase da vida, as pessoas têm uma bagagem biográfica que deve ser respeitada. A pessoa não deixa de ter sexualidade quando envelhece. Se o envelhecer pode trazer algumas perdas e lutos, a sexualidade nesse contexto, quando preservada, é uma maneira de ela se sentir viva e ter qualidade de vida, estar feliz consigo mesmo”, conclui Parreira.

Fonte:https://sbgg.org.br/velhice-nao-e-assexual-defendem-especialistas-da-sbgg/

 

 

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