TERAPEUTAS
André Gandur
Marilene Coelho

 
 
 

 

Cuidados com a Cama dos Idosos

 
 
Com a chegada à terceira idade se faz necessário dar uma atenção especial ao quarto, visando noites de sono prazerosas e confortáveis.

Com isso, alguns cuidados devem ser intensificados, tendo em vista que com o avançar dos anos, o equilíbrio tende a diminuir e algumas complicações na saúde surgem.
Para isso, é preciso fazer certas adaptações na casa,
principalmente na cama do idoso, local onde costumam passar uma grande parte do dia.

Alguns cuidados essenciais que são necessários para garantir conforto e o bem estar nos momentos de repouso dos indivíduos da terceira idade:


• Cama:
Opte por uma cama que contenha a altura mais indicada para o idoso. A atura entre 45 e 65 cm é o ideal para que eles consigam se sentar com os pés encostados no chão e tenham mais força para se apoiar, sentar e levantar.
Invista em uma cabeceira alta e almofadadas. Elas acabam servindo de encosto para os idosos na hora de assistir televisão, ler um livro ou até mesmo fazer refeições no quarto.

Outra dica importante é reforçar o estrado do móvel, pois alguns idosos soltam o corpo sobre a cama na hora de sentar ou deitar.

Parar idosos acamados, que sentem muita dificuldade em se movimentar, o ideal é a cama hospitalar, que é articulada e permite melhor mobilidade.

• Colchão:
A cama é o lugar em que os idosos costumam passar grande parte do seu tempo. Portanto, é imprescindível que o colchão seja de qualidade e proporcione o conforto merecido
É preciso comprar um colchão muito confortável e que evite o surgimento de escaras, conhecidas também como úlceras de decúbito, caracterizadas por feridas ou lesões na pele.

Os colchões mais indicados são os ortopédicos, que acomodam melhor a coluna. Além disso, é recomendado o uso de protetores ou apoios anti-escara, popularmente conhecidos como colchão casca de ovo, que podem ser de espuma ou infláveis.

Para conservar a qualidade do produto, utilize sempre um protetor de colchão, preferencialmente uma opção impermeável, para evitar que seja molhado com o suor do corpo e até mesmo urina.

• Travesseiros:
Ideias para boa noite de sono, os travesseiros são itens que precisam de uma atenção maior quando se trata dos idosos.  A altura não deve ser muito baixa e nem alta demais. Também é preciso que ele se adapte ao corpo, dando o suporte necessário para um momento de repouso confortável e maior disposição, evitando assim possíveis dores

Roupas de cama:
Use lençóis com elástico para cobrir o colchão, já que se fixam mais à cama e não saem com tanta facilidade. Além disso, é comum que pessoas de mais idade sintam frio. Sendo assim deixe de fácil acesso uma manta, para que ele possa se cobrir durante a noite.
Quanto a higienização o lençol e a fronha precisam ser lavados ao menos uma vez por semana, em casos em que não há nenhum problema de saúde.

Alguns acessórios, como barra lateral para apoio e grade para evitar quedas, ajudam a garantir a segurança dos idosos. Além disso, adquirir uma mesa portátil é muito útil para facilitar as refeições na cama.

Fonte: http://blog.mazeenxovais.com.br/cama-de-idoso-saiba-os-cuidados-especiais-que-voce-precisa-ter

 

 

Cuidados com a Visão na Terceira Idade

 
 

Problemas com a visão podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais comuns em idosos. Para a maioria das condições oculares, a taxa de incidência aumenta significativamente depois dos 70 anos de idade.

O envelhecimento aumenta o risco de algumas condições oculares que ameaçam a visão, e é por isso que é importante estar informado e fazer check-ups regulares nos olhos.

Diabetes, hipertensão arterial e doença cardiovascular aumentam o risco de doenças oculares relacionadas à idade. E à medida que envelhecemos, a deficiência visual pode levar à depressão e ansiedade - como medo de cair - produzindo mudanças desnecessárias na marcha, perda de equilíbrio e mobilidade restrita neste momento da vida em que permanecer ativo é importante para manter a saúde e a qualidade de vida.

A boa notícia é que manter um estilo de vida saudável, que inclua exercícios regulares, boa alimentação, exames regulares e vitaminas para os olhos pode ajudar a prevenir algumas doenças oculares.

Sintomas considerados "normais"

Olhos Secos
75% das pessoas com mais de 65 anos apresentam secura dos olhos devido à diminuição da produção de lágrimas. Os olhos secos também podem ser causados ​​ou agravados pelo:

  • fumo;
  • ingestão de café;
  • alterações na menopausa;
  • uso de computador;
  • uso excessivo de açúcar;
  • desidratação e alergias

Também podem ser sintoma de um problema maior como diabetes ou doenças autoimunes.

Presbiopia e Hipermetropia
A presbiopia, ou a disfunção do foco relacionado à idade, é um borrão de visão de perto que dificulta o trabalho fino. Embora a hipermetropia seja causada por influências herdadas e ambientais na forma do globo ocular, a presbiopia se deve ao espessamento das proteínas dentro da lente, tornando o cristalino menos flexível. Óculos e/ou cirurgia podem ser recomendados.

Redução da pupila
O tamanho reduzido da pupila faz com que pessoas idosas respondam menos às mudanças na iluminação ambiente, precisando de mais luz para leitura e proteção contra a luz solar intensa.

Perda da visão periférica

A perda da visão periférica pode produzir uma redução de 20 a 30% no campo de visão no momento, em que, alcançamos 70 anos.

Enxergar menos cores

A diminuição da visão das cores é causada pelas células da retina que se tornam menos sensíveis à cor.

Condições oculares graves


Glaucoma

É a maior causa de cegueira irreversível no mundo. No geral o aumento da pressão intraocular leva a um dano no nervo óptico. Para o idoso a diminuição do campo visual é um fator muito limitante e diminui drasticamente a autonomia e qualidade de vida.
Os sintomas são muito poucos até que a visão diminuída seja notada. O tratamento pode ser realizado com colírios, laser ou cirurgia.

Degeneração macular relacionada à idade

Do tipo seca causa perda gradual da visão central e resulta do envelhecimento e adelgaçamento dos tecidos da mácula ou depósito de pigmento. Degeneração macular úmida surge a partir da tentativa do corpo de compensar a falta de nutrientes através da construção de vasos sanguíneos adicionais sob a retina, mas os novos vasos sanguíneos vazam fluido que causa danos permanentes às células da retina.

Retinopatia diabética

Doença que afeta a retina causada pelo diabetes. A cegueira é amplamente evitável se o paciente e o médico trabalharem juntos para o uso adequado de medicamentos, testes de açúcar no sangue, dieta e estilo de vida adequados.

Catarata

A catarata é um envelhecimento da lente intraocular e leva à visão embaçada e que piora com o tempo, além de mais sensibilidade à luz, como sinais de aumento da opacidade do cristalino.  Além disso, a catarata pode ser formada como resultado de outras cirurgias oculares ou doenças como diabetes.

Fatores importantes de estilo de vida
Proteja os olhos da luz ultravioleta intensa: use um chapéu com aba quando sair, use óculos de sol que protejam os olhos da radiação UV. Óculos de sol que envolvem seus olhos são especialmente benéficos.
Cuidados na sua ingestão de açúcar: por exemplo, no caso das cataratas, o açúcar limita a capacidade do olho de manter a lente limpa e pode acarretar na temida Retinopatia Diabética, que pode levar a cegueira.
Adote uma dieta saudável incluindo muitas folhas verdes, grãos integrais, frutas e legumes. Beba água diariamente e abundantemente.

Não fume: fumar aumenta substancialmente os fatores de risco. Por exemplo, o risco de desenvolver catarata é dobrado se você fuma. Para homens que fumam mais que um maço por dia, o risco é 205% maior, e para as mulheres, o risco é 63% maior.

Fumo e envelhecimento não devem caminhar juntos. Para a degeneração macular, o risco é 2,5 a 3,5 vezes maior se você fuma. Se você tem mais de 80 anos e fuma, o risco de desenvolver a degeneração salta para 5,5 vezes.

Escrito por Dra. Leticia Tecchio em 26 Outubro 2018.

Fonte: http://www.schaefer.com.br/2016-04-08-15-13-56/prevencao-ocular-2/137-cuidados-com-a-visao-na-terceira-idade.html

 


 

A Importância da Psicologia na Velhice

 
 
A psicologia é das maiores virtudes para a velhice, pois essa é uma etapa do desenvolvimento humano que exige mudanças e adaptações que não podem ser simplesmente descartadas ou desconsideradas. Há necessariamente uma sequência de perdas durante a vida; por isso, é importante que os idosos tenham um lugar para falar sobre suas perdas significativas, sejam elas de origem familiar, profissional ou com relação à saúde. Essas perdas, uma vez enxergadas e ressignificadas, podem ser aceitas, totalmente incorporadas e, ao invés de serem origem de sofrimentos, dores ou de doenças psicossomáticas, transformam-se em fatos da vida, em acúmulo de experiências, em fonte de resiliência, e por aí vai.
 
 

Uma forma de compreender o processo de envelhecimento é o de uma sequência de escolhas adaptativas às condições impostas pela realidade. De fato, o tempo vai impondo seus limites e cabe a nós aprender a tirar o melhor proveito da vida, principalmente no quesito aprendizado. Por fim, podemos nos tornar velhos completamente felizes dentro das limitações da vida.

Ser idoso não significa estar sozinho, mesmo porque há uma diferença entre isolamento e solidão. De acordo com a etimologia, “solidão” tem raiz no “solo”, enquanto “isolamento” tem raiz etimológica em isola, ou seja, ilha, o que nos faz compreender que “isolamento” remete à perda dos laços sociais, enquanto na solidão há a existência de laços. De acordo com a doutora em Teoria Psicanalítica pela UFRJ, Glória Maria Castilho, “um cantor que deixa sua banda para seguir carreira solo ainda vai necessitar de muitas pessoas em seu entorno, de muitos laços para que possa se realizar”, o que caracterizaria a solidão.

Entretanto, não podemos classificar essa população em uma única maneira, pois há uma multiplicidade de condições que diversos idosos podem vivenciar e que podem definir suas características. Muitas coisas fazem a individualidade de cada um de nós, tais como a história de vida, a maneira como é visto na sociedade ou ainda quais as necessidades de suporte. De toda essa reflexão, uma coisa é certa: os idosos precisam de novos laços sociais para obter um envelhecimento saudável e um autoconhecimento elevado, através de atividades que atendam seus repertórios de interesses e gostos, como arte, política, história ou dança. Além disso, é importante que os analistas se interessem pelas suas histórias, para que eles possam lidar com seus ganhos, perdas e limitações de maneira natural.

Enfim, envelhecer bem depende de um equilíbrio favorável entre as perdas e os ganhos trazidos pelo envelhecimento. Afinal, é preciso compreender que cada fase da vida tem seus desafios e objetivos a serem cumpridos e isso não é diferente na velhice.

Fonte: http://www.hospitalreger.com.br/blog/importancia-psicologia-velhice/

 

 

CUIDADOS QUE OS IDOSOS DEVEM TER
COM O SOL NO VERÃO

 
 

Para sair de casa em dias quentes e aproveitar o verão em clubes e praias, os idosos devem redobrar a atenção, pois as altas temperaturas e a exposição ao sol por muito tempo ou em horários em que a incidência de radiação UVA e UVB esteja alta, são fatores que aumentam o risco de câncer de pele.

Todos os anos, a Sociedade brasileira de dermatologia alerta para o aumento de casos de câncer de pele em idosos, uma vez que, com o envelhecimento a composição corpórea é alterada, reduzindo de 60% para 40% a quantidade de água no corpo de um idoso. Mas não é apenas o excesso de sol que faz mal aos idosos na estação mais quente do ano. A falta de líquidos pode causar desidratação e uma alimentação desequilibrada deve deixá-los fracos e com poucos nutrientes no corpo. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados necessários para que o verão seja um momento divertido e sem complicações.

Filtro Solar

O uso do filtro solar é essencial para proteger a pele contra a radiação UVA e UVB. Não só no verão, em peles mais sensíveis como de idosos, por exemplo, proteger face, pescoço, nuca, orelhas braços e pés previne queimaduras e possíveis doenças como câncer de pele. Na verdade, o uso diário é fundamental para que a pele fique protegida e hidratada. A reposição do produto também é importante, normalmente, faz-se de duas em duas horas. No entanto, se a pessoa entrou na água ou suou demais é importante repor imediatamente para manter a proteção em dia.

Níveis de Exposição Solar

Antes de sair, é fundamental avaliar o tempo que o idoso irá ficar em contato com o sol. Os horários mais adequados, os quais a radiação é menor, é antes das 10h da manhã e após às 16h. Mesmo se o tempo estiver ruim com possibilidade de chuva, nevoeiro ou nublado, a incidência de raios solares não diminui e o uso do filtro deverá ser mantido.

Hidratação e Alimentação

 Ao envelhecer, o hipotálamo, responsável pelos ritmos corpóreos e vontades, não funciona tão bem, por esse motivo, os idosos sentem menos sede que os mais novos. Então, lembrar de se hidratar mesmo sem estar com sede é importante para manter o corpo hidratado. Sucos de frutas de baixo teor calórico podem ser alternativa para quem não gosta muito de água. A falta dela pode trazer sérias consequências como desidratação, hipotensão, confusão mental, derrame ou acidente vascular cerebral (AVC). A alimentação também é um fator que demanda atenção. Pensando assim, escolher alimentos de fácil digestão e ricos em nutrientes como cálcio e fibras é uma ótima opção. Além do mais, comer frutas e legumes com alto índice de água ajudam, também, na hidratação. Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e que contenham cafeína também é necessário para manter o corpo hidratado, pois esses tipos de bebidas são diureticas.

Atividades Físicas

A prática de atividades físicas é essencial em todas as idades da vida adulta. Idosos que mantêm a prática ao longo dos anos tendem a ter melhor locomoção, equilíbrio, força e músculos mais fortes que os de idosos sedentários. Além do mais, atividades físicas têm relação direta com a memória. No verão, dê preferência para as atividades aquáticas, como natação e hidroginástica. Mas fique atento aos horários do sol.

Com todos esses cuidados, fazer atividades prazerosas ao ar livre é bom e primordial para que os idosos tenham qualidade de vida alinhada ao lazer e à saúde. Ademais, o uso de chapéus, óculos de sol e roupas leves com tecidos tecnológicos também são adequadas e auxiliam na proteção do corpo no verão.

Fonte: https://cursosepicos.com.br/blog/cuidados-que-os-idosos-devem-ter-com-o-sol-no-verao

 

 

IDOSOS E A TECNOLOGIA:
BENEFÍCIOS E DIFICULDADES

 
 
Um novo mundo que se descortina à frente. É assim que os especialistas que trabalham na orientação de idosos para o uso da tecnologia costumam definir o que acontece com seus aprendizes quando estes passam a usar as redes sociais e seus smartphones. Os especialistas também descrevem os benefícios e dificuldades da imersão dos idosos no mundo da tecnologia. “Eles começam a fazer parte de algo novo no qual todos os outros membros de sua família já estavam inseridos e eles não”, diz Kely Cristina Pereira Vieira, pedagoga, mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coordenadora do Instituto de Educação a Distância da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.
 
 

A especialista recorda que uma das idosas entrevistadas para a dissertação de mestrado contou que a internet lhe possibilitou conhecer a Antártida. Como? “Por conta de questões de locomoção próprias do envelhecimento ela não poderia mais viajar até lá, mas um conhecido mandou para ela fotos do local por e-mail”, lembra.
No Brasil, os idosos têm tido a oportunidade de participar de cursos de informática e tecnologia próprios para eles nos diversos programas de Universidade da Terceira Idade oferecidos pelo país, bem como alguns de outras instituições. Kely participou de grupos assim na PUC-SP e conta que, segundo os alunos idosos, o uso das redes sociais amplia o contato e a interação com a própria família, já que muitos passam a se comunicar com maior efetividade e constância com os filhos e netos por meio do smartphone e seus aplicativos de troca de mensagens.

O número de idosos conectados tem crescido. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, apenas 5,7% das pessoas acima dos 60 anos eram internautas. Em 2013, o número aumentou para 12,6%. Outra pesquisa, realizada em 2015 pela AVG Technologies, entrevistou adultos com mais de 50 anos sobre o uso de celular. Do total da amostra, 86% disseram que o celular é o dispositivo mais usado e 78% deles possuem um smartphone; 76% usam o Facebook e somente 9% não utilizam nenhum serviço de comunicação. No entanto, apesar de serem consumidores de tecnologia, a pesquisa da AVG descobriu que eles não se sentem incluídos. Os entrevistados disseram sentir-se menosprezados pelas empresas de tecnologia e tratados como analfabetos digitais.

Em todos os grupos de idosos em cursos de tecnologia dos quais Taiuani Marquine Raymundo, terapeuta ocupacional e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), já participou, a preferência é clara pelo uso do Facebook e do WhatsApp – sempre no celular. “O celular hoje tem uma imensidão de aplicativos, mas os idosos não usam a maioria deles. Então uma das coisas que fazemos é melhorar a interface para que ele use o que achar útil”, diz a especialista, cujo mestrado no Programa de Pós-Graduação Interunidades – Bioengenharia da Universidade de São Paulo teve como tema a aceitação de tecnologias por idosos.

Principais dificuldades para aderir à tecnologia.

A primeira barreira a ser transposta para imersão dos idosos no mundo da tecnologia é o preconceito. “A princípio, acham que tecnologia não é para eles, depois se encantam”, diz Kely.

A segunda é a falta de profissionais capacitados para ensiná-los, já que a metodologia que deve ser usada é diferente da comumente usada para adultos. “A principal diferença é que essa faixa etária tem dificuldade em memorizar o passo a passo para acessar os softwares e aplicativos, por isso precisam de uma sequência bem determinada para aprender. Não podemos sair do padrão”, explica a especialista.

Diferentemente da criança, que não se importa em errar até aprender, o idoso tem receio. “Ele é cauteloso, tem medo de fazer bobagem, de quebrar o computador ou o smartphone”. Na pesquisa de Taiuani, 24% dos idosos declararam ter medo de utilizar novas tecnologias e 40% confessaram receio em danificar o aparelho.

Benefícios da tecnologia para idosos.


 Embora possa haver dificuldades para aprender a usar os dispositivos tecnológicos, há muitos benefícios. O primeiro aspecto positivo para o idoso que aprende a mexer com tecnologia é fortalecer sua interação com os amigos e a família – em especial com as gerações mais jovens ou com aqueles que vivem em locais distantes dele. “A socialização aumenta muito”.

No fim, a inclusão digital é apenas uma consequência”, afirma Taiuani. O maior contato com amigos e familiares – ainda que a distância e de forma virtual – diminui a solidão. Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, entidade norte-americana, 50% dos idosos que utilizam a Internet melhoram o contato familiar, social, comercial (por meio da leitura de notícias) e até educacionais – para além do aprendizado da tecnologia, os idosos também passam a realizar pesquisas, a ver filmes e a fazer cursos on-line. Outra grande vantagem na retomada do aprendizado é a atualização cultural e o aumento da sua autoestima.

Além, claro, dos benefícios cognitivos, já que o aprendizado novo estimula o cérebro, afastando os riscos de demência ou doença de Alzheimer. Segundo um estudo da Clínica Mayo, dos Estados Unidos, que acompanhou 1.929 pessoas com mais de 70 anos durante quatro anos, utilizar o computador ao menos uma vez por semana reduz em 42% a probabilidade de o idoso ter problemas de memória e raciocínio. Em comparação, ler revistas reduz em 30%, enquanto trabalhos manuais, como tricô e crochê, em 16%. Os ganhos, portanto, são muitos, e vale a pena vencer as barreiras inicias para obtê-los.

Fonte: https://www.tena.com.br/sobre-a-incontinencia/cuidadores/idosos-e-a-tecnologia-beneficios-e-dificuldades

 

 

Os Benefícios do Lazer na Terceira Idade

 
 
Uma das modificações que ocorrem na vida social das pessoas idosas é o aumento considerável do tempo livre que as pessoas adquirem, principalmente com o processo da aposentadoria. Esse tempo pode ser aproveitado de diferentes maneiras, com outras práticas que não as ocupacionais, sendo uma delas as atividades de lazer.

O lazer representa o conjunto de ocupações não obrigatórias às quais o indivíduo pode se entregar de bom grado, seja para repousar, para se divertir, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social ou sua livre capacidade criadora, depois de liberado de suas obrigações profissionais, familiares e sociais.
Com o processo de envelhecimento surgem mudanças nos interesses, nas preferências relacionadas às atividades de lazer.

Observa-se uma diminuição de responsabilidade em tarefas domésticas e profissionais, porém nem sempre aumenta de forma significativa o interesse do idoso por atividades de lazer.

O lazer envolve diferentes áreas de interesse que são procuradas pelos idosos de acordo com seu nível social, cultural e profissional. Interesses físicos, interesses práticos, interesses artísticos, interesses intelectuais e interesses sociais.

O mais importante é despertar no idoso a motivação em ocupar seu tempo livre conquistado após anos de trabalho, dedicação e contribuição. Devemos auxiliar o idoso na manutenção de seu equilíbrio físico e social, afastando-o do processo de isolamento, da vulnerabilidade a doenças.

O lazer na terceira idade tem o objetivo de despertar as potencialidades dos idosos para aspectos criativos e sociais, estimulando a socialização, o compartilhar de experiências, a sensibilidade, as emoções, a comunicação, o aprendizado de coisas novas, permitindo-lhes uma vida ativa sem obrigações, com mais satisfação e qualidade, sendo valorizados e respeitados pela sociedade.

Fonte: https://cuidarsaude.com/os-beneficios-do-lazer-na-terceira-idade/

 

 

PSICOMOTRICIDADE E O ENVELHECIMENTO

 
 

Muitas são as referências que recebemos, ao estudar a ciência psicomotora, de que o corpo é o habitáculo da alma, da história de vida, dos sentimentos e do prazer.

Ao envelhecermos somos inseridos numa fase da vida onde os ganhos são diminuídos e as perdas se aceleram, a cada dia. No entanto, os tipos de perdas devem ser revistos e reanalisados, segundo a Psicomotricidade.

A cada ano vivido verifica-se que podemos, se quisermos, renovarmos a vida, diariamente, acreditando que novas conquistas nos esperam. Assim, nosso envelhecer tem muito a ver em tornarmos as coisas mais fáceis.

A retrogênese humana é cheia de mudanças estruturais e funcionais, mas que não podem ser encaradas como doenças e sim como processos adaptativos a situações e circunstâncias, que formarão uma nova organização psicomotora.

Para que o idoso minimize seus efeitos retrogênicos, como a lentidão cognitiva e motora e as alterações psíquicas e comportamentais, é preciso que ele participe de programas de intervenção baseados em métodos científicos, pedagógicos e criativos, colocando seu corpo em movimento, seu cérebro em produção e sua alma em alegria. As propostas devem ser as mais variadas e diversificadas possíveis, abrangendo desde relaxamento, formas estáticas e dinâmicas de equilíbrio, tonicidade, coordenação, atenção, observação e memória até simples propostas de reflexão e meditação.

E mais, atividades de reintegração e simbolização da imagem corporal, explorações viso motoras sequencializadas espacial e ritmicamente, exploração de atividades de verbalização e situações de elaboração prática.

Uma atenção especial deve ser dada pelo idoso a sua alimentação. Qualquer orientação nutricional lhe indicará uma alimentação equilibrada, comendo, diariamente, dois alimentos de cada grupo que contribuem com proteínas, cálcio, minerais, vitaminas e carboidratos. Sabe-se que o crescimento frequente das perturbações coronárias tem como causa a obstrução das artérias. Isto por falta de controle alimentar, exercícios, tranquilidade física e psíquica e, principalmente, hábitos saudáveis.

Portanto, o envelhecimento é inevitável, constituindo uma etapa da vida em que é preciso aprender, uma vez que exige adaptação. Nesse sentido a psicomotricidade pode exercer efeito preventivo, conservando tonicidade funcional, controle postural flexível, boa imagem do corpo, organização espacial e temporal prática, integração e prolongamento das praxias ideomotoras, etc, perfeitamente adaptadas às necessidades funcionais específicas do idoso. Assim, possibilita escapar à imobilidade, passividade, isolamento, solidão, depressão, dependência, institucionalização e segregação, dando à fase terminal da vida a dignidade que ela merece.

A abordagem psicomotora deve levar em conta que toda atitude tônica tem uma resposta afetiva, assim como todo o estado emocional implica num comportamento tônico. A necessidade de se comunicar está ligada automaticamente à emoção. Esta é tão estreitamente ligada ao tônus e à sensibilidade profunda que a mudança de um dos seus componentes modifica e transforma o conjunto, se repercutindo sobre a totalidade do corpo. Se o movimento decorre de um estímulo, provocando uma resposta com o mundo externo e interno, um trabalho que propõe conhecer e perceber todo esse processo leva-nos a pensar em abrir possibilidades para que cada um possa articular-se de acordo com as suas necessidades.

Não há uma formula mágica, mas O+D-P=VS (Ocupação com Descompromisso menos Preocupações é igual a uma Velhice Saudável).

Sabemos que a população idosa sofre cristalização dos seus comportamentos tônicos, privando-se da possibilidade de perceber o que há de mais simples: o prazer do movimento, o prazer que vem do corpo, o prazer da vida.

A psicomotricidade é um caminho que abre possibilidades aos idosos de encontrarem outras formas de fazer, outras maneiras de pensar, outros sonhos a realizar..., aprendendo a envelhecer com felicidade e prazer.

Fonte: https://psicomotricidade.com.br/psicomotricidade-e-o-envelhecimento/
Autora: Cacilda Gomes Velasco

 

 

Catarata Senil pode Influenciar Equilíbrio e Risco de Queda

 
 

Com o envelhecimento ocorre uma diminuição da acuidade e do campo visual, diminuição da sensibilidade ao contraste, redução da adaptação ao escuro, alterações na absorção da luz e na percepção da profundidade. O sistema visual pode ser comprometido de forma cumulativa e progressiva por meio de danos metabólicos e ambientais, caracterizando a relação de estreita intimidade entre visão e senescência. Associadas às mudanças fisiológicas que ocorrem na visão devido ao envelhecimento, as doenças oculares crônicas corroboram para o declínio da habilidade visual do idoso.

O comprometimento visual é usualmente definido pelo valor da acuidade visual, que é parte da visão funcional de um indivíduo. Este valor ideal pode caracterizar perda visual, sendo utilizado como critério para definir o comprometimento visual pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Dentre as causas da perda da acuidade visual têm-se a catarata, o maior fator responsável pela cegueira e diminuição da acuidade visual no mundo, o que ocasiona aproximadamente 50% dos casos nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, levando a uma diminuição da acuidade visual, da sensibilidade ao contraste e da percepção de cor.

A catarata é uma condição que pode ser tratada de forma segura. A cirurgia por modulação de ultrassom, por exemplo, vem produzindo grandes benefícios à prática oftalmológica e também aos pacientes. Neste caso, a remoção da catarata é executada com incisões precisas no cristalino propiciando ao cirurgião alto nível de confiança e de reprodutibilidade.
Existe uma relação estreita entre déficit visual, desequilíbrios, quedas e fraturas de quadril em idosos. Esta patologia – a catarata – leva à diminuição de percepção, de superfícies, de profundidade, de distância, de posições do corpo e de contraste, afetando assim a mobilidade e a habilidade de manter o controle postural dos idosos.

A habilidade em manter o equilíbrio e o controle postural é importante para um desempenho funcional adequado nas atividades de vida diária de qualquer indivíduo. Os idosos com alteração de equilíbrio têm maior probabilidade de sofrer quedas e suas consequências. Estima-se que a prevalência de queixas de desequilíbrio na população acima de 65 anos de idade alcance 85%, estando associada a várias causas, tais como: degeneração do sistema vestibular; diminuição da acuidade visual, da capacidade de acomodar a visão e da perseguição uniforme; alterações proprioceptivas; déficit musculoesquelético; atrofia cerebelar; diminuição dos mecanismos de atenção e reação. Tais condições contribuem para as alterações do equilíbrio em idosos e, consequentemente, favorecem as quedas. As fraturas decorrentes de quedas são responsáveis por aproximadamente 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos.  A identificação precisa da causa do desequilíbrio deve envolver uma avaliação clínica direcionada à queixa do paciente e doenças associadas, bem como avaliação integral dos sistemas envolvidos no equilíbrio e suas eventuais limitações.

A pesquisadora Dra. Sarah Brandão Pinheiro do Programa de Pós-Graduação de Gerontologia da Universidade Católica de Brasília e colaboradores publicaram um estudo na última edição da Revista Brasileira de Gerontologia  para avaliar a influência das condições visuais em 30 pacientes com catarata que foram avaliados antes da cirurgia e também em 30 e 60 dias após a intervenção operatória. Utilizou-se para a coleta de dados, o Miniexame do Estado Mental (MEEM), a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o Short Physical Performance Battery (SPPB), a Escala Internacional de Eficácia de Quedas adaptada ao Brasil (FES-I-Brasil) e questionário de anamnese. Os resultados demostraram que a cirurgia de catarata senil melhorou o equilíbrio estático e dinâmico, avaliado pela Escala de Equilíbrio de Berg, principalmente entre os homens idosos; e aprimorou significativamente o desempenho de membros inferiores, avaliado pelo Short Physical Performance Battery, especialmente entre as mulheres idosas, demonstrando que a cirurgia de catarata senil pode oferecer efeitos positivos no equilíbrio, principalmente de idosos, funcionando como ferramenta importante para a redução de quedas.

Fonte: https://www.t4h.com.br/noticias/catarata-senil-pode-influenciar-equilibrio-e-risco-de-queda/
Acesse o artigo científico completo.
Fonte: Revista Brasileira de Gerontologia. Imagem: Getty Images.

 

 

Higiene bucal em idosos: um cuidado bem prestado pode ajudar a prevenir outras doenças.

 
 


A higiene bucal em idosos dependentes é responsabilidade de familiares e cuidadores de idosos, que muitas vezes desconhecem as consequências da saúde oral ser negligenciada.

Há muitos gerontes (pessoas da terceira idade) que perdem os dentes por causa de infecções orais com repercussões previsíveis nas relações sociais e emocionais. Uma das razões para a ocorrência dessa situação é justamente a falta de atenção dada à higiene diária e aos acompanhamentos regulares com dentistas.
Pesquisas indicam que apenas três em cada dez idosos vão ao dentista no tempo adequado. Além das lesões de cárie, a periodontite pode causar perda de dentes, com significativas dificuldades para a mastigação e consequente repercussão na dieta, o que tem impacto direto na imunidade do corpo.

Além disso, a má higiene bucal em idosos, ao modificar a microbiota lingual, também permite um acesso mais fácil a micro-organismos patogênicos (malignos) capazes de atacar os pulmões e agravar certas condições pré-existentes, em participar nos indivíduos sujeitos à broncoaspiração (como os acamados), deixando-os mais sujeitos a quadros graves como pneumonias.

Sinais de advertência na saúde bucal
É importante procurar um dentista na ocorrência de algum destes fatores:

  • Gengiva sangrando, edemaciada (inchada) ou dolorida;
  • Sentir um cheiro “podre” ao passar o fio dental;
  • Gengiva que permite mobilidade dental (parece se afastar dos dentes);
  • Mau hálito frequente;
  • Xerostomia (boca seca frequente);
  • Gosto ruim na boca (frequente).

Saúde da boca X Saúde do coração
A American Heart Association (instituição que congrega cardiologistas nos Estados Unidos) alerta que uma higiene bucal inadequada pode ser porta de entrada de vários problemas cardiovasculares, dentre os quais a aterosclerose (entupimento das artérias), o infarto e até acidentes vasculares cerebrais (AVC).

A relação entre a higiene bucal em idosos e doenças do coração se torna ainda mais relevante pois, na terceira idade, a senilidade e/ou a senescência favorecem o aparecimento de doenças oportunistas. Somado ao fato de que muitos idosos já tem problemas pré-existentes, cuidadores e familiares devem entender o tema como extremamente relevante.
Pacientes com Alzheimer podem ficar muito incomodados quando alguém escova seus dentes. Muitas vezes reagem à escovação violentamente.

Esta dificuldade muitas vezes leva os cuidadores a abrir mão da higienização adequada, expondo a pessoa assistida aos riscos relatados. O fato de muitos cuidadores não terem (consigo mesmo) cuidados adequados escancara como o problema é negligenciado.

Através das feridas causadas por uma gengivite ou periodontite, sem citar as lesões de cárie, as bactérias da boca podem cair na corrente sanguínea e se espalhar por outras partes do corpo.
A conscientização dos cuidadores para a boa higiene bucal em idosos, principalmente para aqueles que estão com demências é fundamental e começa pelo treinamento adequado do profissional cuidador.

Fonte: Publicado por Camila Izabela de Oliveira
https://acvida.com.br/familias/higiene-bucal-em-idosos/

 


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