TERAPEUTAS
André Gandur
Marilene Coelho

 
 
 

Gerontologia

 

É a ciência que estuda o processo de envelhecimento humano com atenção às necessidades físicas, emocionais e sociais que surgem com a idade.

O maior objetivo do gerontólogo é planejar e organizar projetos que preservem o bem-estar e a qualidade de vida do idoso, além de entender e amenizar os problemas que atingem a população mais velha.

Entender mudanças do corpo humano, avaliar condições psicológicas e sociológicas, conhecer direitos humanos, perceber o impacto que a arquitetura de um ambiente causa no indivíduo. Essas são algumas das atividades exercidas pelos profissionais de gerontologia, que atuam como “administradores” do envelhecimento.

Eles trabalham em conjunto com famílias, instituições, empresas e órgãos públicos para detectar as necessidades dos idosos e oferecer melhor qualidade de vida.

Adiante falaremos muito mais sobre a gerontologia e a saúde do idoso!

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Conheça a diferença entre Gerontologia e Geriatria

Geriatria é uma especialidade médica responsável por tratar doenças típicas de pessoas idosas. O médico geriatra consegue identificar quadros específicos ocasionados, muitas das vezes, pelo envelhecimento do organismo. O geriatra pode atuar na área após ser aprovado em exame para obtenção do Título de Especialista em Geriatria da SBGG/AMB — Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia da Associação Médica Brasileira.
A geriatria trata problemas de múltiplas causas, como tendências a quedas, tonturas ou até mesmo perda de memória etc. É uma ciência que avança a cada dia, podendo proporcionar longevidade e bem-estar às pessoas que precisam de cuidados após a terceira idade.

Gerontologia estuda especificamente o envelhecimento humano em seus aspectos mais amplos — sociais e psicológicos, além dos biológicos. É um campo profissional e científico multidimensional relacionado à velhice, preocupado em explicar o processo de envelhecimento e, com isso, antecipar patologias. O gerontologista é um profissional com formação superior em diversas áreas do conhecimento. Logo, ele pode ser da psicologia, do serviço social, da nutrição, da medicina e até mesmo do direito ou da terapia ocupacional. Entretanto, ele precisa ser titulado pela SBG, assim como no caso da geriatria — o Título de Especialista em Gerontologia.


O campo da Gerontologia é ampliado para qualquer profissional que em algum momento lidará com as questões e particularidades da saúde na terceira idade. Pela natureza multidisciplinar, há uma vasta área de atuação, como: ensino e pesquisa; promoção de saúde e educação comunitária; reabilitação, manutenção e promoção de autonomia e independência do idoso; apoio psicológico e reinserção social; adaptação ambiental, atividades corporais e comportamentais; defesa dos direitos do idoso; segurança; entre outros.

Fonte: https://blog.freedom.ind.br/


Quedas em Idosos

A queda é considerada como uma “síndrome geriátrica” em consequência da sua enorme incidência em pessoas idosas. As quedas são responsáveis por limitações físicas e psicológicas que geram perda de autonomia e restrições nas atividades da vida diária.

Os principais fatores de risco do próprio envelhecimento são: diminuição da força muscular, do equilíbrio e da flexibilidade; lentidão dos reflexos; mobilidade reduzida; dificuldades cognitivas, demências (Alzheimer); doença de Parkinson); dentre outros.


Diante destes fatores recomenda-se avaliar frequentemente força, equilíbrio, marcha e reflexos, acompanhar e ajudar nas atividades da vida diária, identificar novos riscos, planejar e executar cuidados adequados.

Os fatores ambientais que podem causar quedas dentro e fora de casa são: iluminação deficiente; superfícies irregulares, molhadas e pisos escorregadios; objetos em área de circulação, tapetes soltos; camas altas, sofás, cadeiras e vaso sanitário baixo, uso de calçados ou chinelos em más condições ou mal adaptados aos pés; bengalas, andadores inadequados; ausência de barras de apoio e corrimões,; quedas ao subir e descer escadas.

Para a prevenção relativa a estes fatores o mais importante é adequar e manter uma casa segura, a qual deve sofrer adequações contínuas, conforme as alterações das condições de saúde da pessoa idosa.

Fonte: https://sbgg.org.br
Quedas em Pessoas Idosas no Brasil - Iride Cristofoli Caberlon


 

Dicas para deixar o banheiro de idosos mais seguro

 
 
Uma pesquisa feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) revelou um dado alarmante: 75% das lesões sofridas por pessoas com mais de 60 anos acontecem dentro de casa e, a maioria delas, no banheiro.

Nas residências com pessoas que se encontram na terceira idade, a regra de ouro é a prevenção de acidentes e a manutenção da autonomia a fim de que a velhice não seja sinônimo de doença e possa ser aproveitada plenamente. Para tanto, é fundamental investir na adequação dos ambientes para torná-los mais seguros.
    • Barras de Apoio: Essenciais, devem ser instaladas perto da bacia sanitária e, também do chuveiro, entre 1,10 e 1,30 metros de altura.

    • Bacia Sanitária: Por uma questão de segurança, recomenda-se que seja fixada 10 centímetros acima da altura-padrão.

    • Piso: Além de antiderrapante, deve ter acabamento fosco e cor diferente da das louças para melhor visualização do espaço.

    • Torneira: Prefira os modelos com sensor eletrônico ou do tipo alavanca, mais fáceis de manipular do que as peças esféricas.

    • Boxe: Deve ter, no mínimo, 80 centímetros de largura. Na área do chuveiro e na saída, use um tapete antiderrapante com ventosas.

    Fonte: https://arquiteturaeconstrucao.abril.com.br/

 

 

Abuso ao idoso
(Maus-tratos de idosos)

 
 


O abuso ao idoso são os maus-tratos físicos ou psicológicos, negligência ou exploração financeira do idoso.

Os tipos mais comuns de abuso ao idoso incluem abuso físico e psicológico, negligência e abuso financeiro. Cada tipo pode ser intencional ou não. Os agressores frequentemente são os filhos adultos, mas podem ser outros membros da família ou cuidadores pagos ou informais. Os maus-tratos normalmente se tornam mais frequentes e graves ao longo do tempo. Menos de 20% dos casos de maus-tratos são relatados; assim, os médicos devem permanecer atentos para identificar pacientes idosos em risco de maus-tratos.

O abuso físico é o uso da força, resultando em danos físicos ou psicológicos ou desconforto. Isso inclui golpear, empurrar, sacudir, bater, restringir, administrar alimentação forçada e administrar fármacos contra a vontade. Pode incluir violência sexual (qualquer forma de intimidade sexual sem o consentimento ou pela força ou ameaça de força).

O abuso psicológico
 é o uso de palavras, atos ou outros meios para causar estresse emocional ou angústia. Isso inclui ameaças (p. ex., de institucionalização), insultos, comandos difíceis, assim como permanecer em silêncio e ignorar a pessoa. E, também inclui infantilização (uma forma paternalista de preconceito de idade em que o autor trata o idoso como uma criança), o que incentiva o idoso a tornar-se dependente do agressor.

A negligência
 é a falta ou recusa de oferecer alimentos, remédios, cuidados pessoais ou outras necessidades; também inclui o abandono. Negligenciar resulta em dano físico ou psicológico e é considerado abuso.

O abuso financeiro
 é a exploração ou desatenção aos bens ou fundos do indivíduo. Isso inclui burlar, pressionar uma pessoa para distribuir bens e administrar de modo irresponsável o dinheiro do indivíduo.

Fonte: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/geriatria/abuso-ao-idoso/abuso-ao-idoso
Por Daniel B. Kaplan , PhD, LICSW, Adelphi University School of Social Work;
Barbara J. Berkman , DSW, PhD, Columbia University School of Social Work

 

 

Processo de Envelhecimento

 
 


O envelhecimento é um processo que se inicia com a nossa concepção. Faz parte deste processo, as diversas fases da vida, a infância, a adolescência, a fase adulta e a velhice.

É um processo que sofre influência de diversos fatores, que vão determinar a forma de envelhecer. Alguns desses fatores são:

  • Genética
  • Nível de escolaridade
  • Trabalho e renda
  • Suporte social e Acesso aos serviços, entre muitos outros.

O envelhecimento humano é heterogêneo, ou seja, cada um envelhece de um jeito, pois este acontece por meios biológicos, psicológicos e sociais.
São tipos de envelhecimento:

  • Biológico
  • Cronológico
  • Funcional
  • Psicológico
  • Social.

Nas próximas postagens falaremos sobre cada tipo de envelhecimento e muito mais!

 

Fonte: TEMAS SOBRE ENVELHECIMENTO - Atividades cognitivas para idosos-Lucas Pelegrini Nogueira de Carvalho

 

 

TIPOS DE ENVELHECIMENTO

 
 

Segundo pesquisadores, existem cinco tipos de envelhecimento: biológico, cronológico, funcional, psicológico e social.

  • Envelhecimento Biológico

Esse tipo de envelhecimento é dinâmico e irreversível, tendo como característica a maior sensibilidade a agressões do ambiente interno e externo, mas isso não quer dizer que a pessoa vá adoecer, pois cada órgão ou sistema, envelhece de maneira diferente.

 
 

 

  • Envelhecimento Cronológico

A questão cronológica é utilizada nos estudos científicos, por conta da dificuldade da definição da idade biológica. Segundo Neri (2000), gênero, classe social, saúde, educação, fatores de personalidade e contexto socioeconômico são importantes, pois se misturam à idade cronológica determinando as diferenças de idosos com idades entre 60 e 100 anos.

  • Envelhecimento Funcional

É a conservação do nível de adaptação do indivíduo ao ambiente, comparando com a idade cronológica.

  • Envelhecimento Social

Esse tipo de envelhecimento está relacionado à avaliação de como o indivíduo desempenha seus papéis e como se comporta de acordo com sua idade, no meio em que se insere.

  • Envelhecimento Psicológico

Está relacionado a idade cronológica e à capacidade de percepção, memória, aprendizagem que o indivíduo possui, bem como pela busca do sentido da vida e do autoconhecimento.


Fonte: ATIVIDADES COGNITIVAS PARA IDOSOS - Lucas Pelegrini Nogueira de Carvalho e outros.

 


 

O que pode estar relacionado à depressão em idoso?

 
    • Ansiedade;
    • Ausência de laços afetivos com familiares e amigos;
    • Baixa interação social;
    • Baixa renda;
    • Declínio da saúde física;
    • Solidão;
    • Luto;
    • Viuvez;
    • Entre outras causas que envolvam aspectos biológico psicológico e sociais do envelhecimento

    No processo de envelhecimento, sentimentos novos podem aparecer e acarretar sensações como angústia e falta de perspectiva, portanto é fundamental que vejamos a velhice como uma fase natural da vida.

 

Como podemos ajudar idosos deprimidos?
É imprescindível incentivar idosos deprimidos a realização de atividades como o autocuidado, prática de atividades físicas e ao ar livre, alimentação saudável, a participação em grupos de apoio para fortalecimento dos vínculos sociais, entre outras atividades que o indivíduo julgue prazerosa e descontraída.

A prática dessas atividades possui como objetivo o aumento da autoestima, a manutenção das funções cognitivas como linguagem, atenção, memória, garantindo a melhoria da autoconfiança e qualidade de vida do idoso.
Envelhecer não é sinônimo de tornar-se doente e dependente. É necessário ressignificar a velhice desprendendo-se dos estereótipos impostos pela sociedade, desfrutando do envelhecimento saudável e ativo.


Fonte: ATIVIDADES COGNITIVAS PARA IDOSOS - Lucas Pelegrini Nogueira de Carvalho e outros.


 

SENESCÊNCIA E SENILIDADE

 
 
  • Senescência ou senectude resulta do somatório de alterações orgânicas, funcionais e psicológicas próprias do envelhecimento normal. Abrange todas as alterações que ocorrem no organismo humano no decorrer o tempo e que não configuram doenças. São, portanto, as alterações decorrentes de processos fisiológicos do envelhecimento. Entre os exemplos de senescência temos: o aparecimento de cabelos brancos ou a queda deles, a perda de flexibilidade da pele e o aparecimento de rugas, a redução da estatura e a perda de massa muscular etc. São fatores que não provocam o encurtamento da vida. A morte é um desfecho natural.
  • Senilidade é caracterizada por modificações determinadas por afecções que frequentemente acometem a pessoa idosa. São alterações decorrentes de doenças crônicas (hipertensão, diabetes, insuficiência renal e cardíaca, doença pulmonar crônica e outras), de interferências ambientais e de medicamentos que podem comprometer a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas, mas não são comuns a todas elas em uma mesma faixa etária. Essas alterações não são normais do envelhecimento.

O exato limite entre esses dois estados não é preciso e caracteristicamente apresenta zonas de transição frequentes, o que dificulta discriminar cada um deles. Essa dificuldade que os profissionais enfrentam no seu dia a dia e que está presente em todas as áreas que compõem a ciência gerontológica é consequência da indefinição da idade biológica, da grande variabilidade de comportamento do idoso perante fatores estressantes e de um fator genético.

Fonte: https://geriatriagoiania.com.br/
           Tratado de Geriatria e Gerontologia – Elizabete Viana de Freitas e Ligia Py

 

 

Os 5 Is da Geriatria são síndromes geriátricas que afetam a funcionalidade e a qualidade de vida da pessoa idosa.

 
  • Instabilidade Postural – provoca quedas, que prejudicam a independência do idoso. Uma queda pode provocar graves consequências (lesões, fraturas e morte).

  • Imobilidade - limitação do movimento, perda funcional progressiva. Pode ser caracterizada por dor crônica, perda cognitiva, incontinência urinária e fecal e complicações infecciosas.

  • Incontinência - é a perda involuntária de urina e/ou fezes.Tem diversas causas (fraqueza da musculatura pélvica, diabetes, doenças neurológicas, etc).
 
  • Iatrogenia - são intervenções realizadas por profissionais da saúde que pioram o estado de saúde do idoso. A prescrição inadequada de medicamentos, a indicação inadequada de um exame complementar ou medidas invasivas fúteis são exemplos de iatrogenia.

  • Incapacidade Cognitiva – é o comprometimento das funções cognitivas em grau variável, reversível ou não.  As capacidades cognitivas envolvem a memória, percepção, linguagem, atenção, a capacidade de julgamento e seu comportamento social.

Fonte: https://geriatriagoiania.com.br/
Tratado de Geriatria e Gerontologia – Elizabete Viana de Freitas e Ligia Py


 

A Importância da Suplementação Nutricional em Idosos

 
 
A população de idosos em nosso país cresce rapidamente, e com este crescimento, a desnutrição, torna-se fator preocupante nesta faixa etária.

Os índices de morbidade e mortalidade são maiores em idosos desnutridos. 

As causas de desnutrição nos idosos são variadas:
  • Ingesta reduzida: falta de apetite devido a doenças, aversão alimentar, náusea ou dor ao comer, depressão, ansiedade e efeitos colaterais de medicamentos.
  • Incapacidade de se alimentar: por confusão mental, doença de Parkinson, disfagia (dificuldade para engolir) e vômito, pobre higiene oral ou restrições impostas por cirurgias.

  • Falta de disponibilidade de alimentos: pobreza, dieta alimentar de baixo valor nutricional em domicílio ou instituições asilares, dificuldade em comprar ou cozinhar alimentos.

  • Alterações na absorção: intercorrências clínicas e cirúrgicas que possam afetar a absorção de alimentos pelo estômago, intestino, pâncreas ou fígado.

  • Metabolismo alterado: quando existir demanda metabólica aumentada por tumores, cirurgias ou tratamentos clínicos.

  • Perdas excessivas: vômito, diarreia, fístulas, estomas, perdas por sondas nasogástricas e exsudatos em queimaduras da pele.

A desnutrição é frequentemente subdiagnosticada e subtratada, levando a sérias consequências para a saúde do idoso:

  • Maior risco para infecções
  • Depressão maior
  • Comprometimento da função respiratória
  • Fraqueza muscular, sarcopenia ou quedas
  • Retardo na cicatrização em feridas ou úlceras por pressão

Os suplementos nutricionais orais são indicados na deficiência de nutrientes, desempenhando um importante papel na redução do risco de quedas em idosos.

A suplementação de cálcio e vitamina D melhora a densidade óssea, diminuindo o risco de fraturas.

A principal fonte de vitamina D é o sol. Na pele exposta ao sol, ocorrem reações que culminam na produção de 80% a 90% da necessidade diária de vitamina D.   Outras fontes de vitamina D são: salmão, sardinha e atum, cogumelos secos, gema do ovo, fígado bovino e leite e seus derivados.   Nos idosos, a produção de vitamina D na pele exposta ao sol é menor que nos jovens e adultos. Além disso, o risco de doenças de pele relacionadas à exposição solar, principalmente o câncer de pele, traz maior dificuldade de manter a reserva de vitamina D, uma vez que a maior produção ocorre no período de exposição de 10h às 16h. Por isso, é muito comum a necessidade de reposição específica em idosos.   A vitamina D é importante para o metabolismo osteomuscular, neuronal e cardiovascular. Faz parte da abordagem terapêutica do idoso frágil. Há estudos envolvendo a reposição da vitamina D no tratamento da dor e na prevenção de cânceres.   Mas é importante que a reposição seja feita com critério, após avaliação médica, dosagem do nível sérico e considerando metas validadas de acordo com o perfil do idoso. A suplementação inadvertida de vitamina D, especialmente em idosos, pode trazer sobrecarga e efeitos deletérios.

Fonte: https://geriatriagoiania.com.br/importancia-da-vitamina-d-nos-idosos/
           https://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/10/guia-pratico.pdf

 

 
Atividades de vida diária
 
 

 

Autocuidado com o idoso
Geralmente, um profissional habilitado realiza a avaliação das capacidades para determinar essa classificação de dependência baseado em alguns critérios, como autocuidado (higiene pessoal, alimentação, vestuário), controle de esfíncteres e locomoção. Alguns ainda avançam para quesitos mais complexos, como comunicação e cognição.
Avaliando esses critérios, o profissional constata se o assistido tem independência total, moderada ou modificada (quando necessita de alguma supervisão ou existe algum risco), dependência parcial (ajuda mínima, moderada ou máxima) e totalmente dependente ou com dependência completa.

O assistido totalmente independente precisa ter alguma demanda para necessitar de acompanhamento ou cuidados. Muitos idosos são ainda capazes de viver e se auto cuidarem sozinhos, mas a família deve ficar atenta para os sinais de alerta que levantam a suspeita de déficit das capacidades funcionais.

Quais idosos precisam de cuidados com Atividades de vida diária?

Os cuidados ao assistido com independência para Atividades de vida diária se referem à companhia, supervisão e prevenção de riscos, execução de atividades menores (servir o prato, confirmar uso correto de medicamentos) e atenção a queixas e manifestações anormais.

O acompanhante de idosos é uma figura muito requisitada quando as necessidades do idoso estão relacionadas a não ficar sozinho em casa, insegurança para atividades externas (consultas, passeios), permanecer na residência na ausência dos familiares e até dirigir ou usar outros meios de transporte.

As pessoas com classificação de independência para AVDs necessitarão de suporte em caso de algum risco eminente ou alterações iniciais de suas capacidades funcionais, ainda sem prejuízo de autonomia.

As principais condições que impõem a necessidade de um acompanhante ou supervisor são o risco ou histórico de quedas, hipertensão descompensada com ou sem sequelas de agravamento, diabetes com difícil condução por parte do assistido (medicamentos, dieta e acompanhamento da glicemia) e déficits inicias de memória com histórico de risco importante (esquecimento de gás ligado, por exemplo).

Necessidade de supervisão do idoso


Alguns órgãos ou sistemas vão reduzindo parte de suas capacidades com o avançar da idade. As principais alterações que acontecem são referentes à visão, audição, memória, tônus e força muscular. Algumas evidências podem chamar a atenção para a necessidade de supervisão ou de instrumentos de auxílio ao idoso:

  • Alterações da visão: Acontecem em função do avançar da idade e não restringem necessariamente a autonomia para autocuidado, mas podem ser um fator de risco para acidentes e prejudicar a qualidade de vida dos idosos. A dificuldade para leitura, atividades manuais, assistir televisão e realizar as atividades instrumentais traz bastante frustração e ansiedade aos idosos. O acompanhamento oftalmológico deve ser regular, de preferência anualmente, para mensurar a acuidade visual dos idosos. Esses cuidados são importantes também para aqueles que possuem algum fator de risco para o aumento da pressão intraocular (Hipertensão) e retinopatia (Diabetes).

  • Redução da audição: A redução da audição também é uma característica da senescência e pode prejudicar a comunicação e até mesmo a memória. Alguns idosos têm indicação de uso de aparelho auditivo para corrigir ou melhorar a escuta, embora haja uma dificuldade de adaptação por parte de alguns deles.


  • Início de déficit de memória: Os pequenos déficits de memória recente são comuns com o avançar da idade. Entretanto, é importante investigar se a dificuldade é uma consequência comum do envelhecimento ou se algum processo de demência está dando sinais de aparecimento. Nenhum comprometimento de memória deve ser menosprezado, pois algumas demências podem ter acompanhamento precoce e proporcionar aumento da expectativa e qualidade de vida dos portadores e maior preparo familiar.

  • Redução de força e tônus muscular: é uma consequência normal do envelhecimento, embora as condições osteomusculares possam sempre ser melhoradas com atividade física regular e alimentação equilibrada. O histórico de vida ativa antes da idade avançada faz diferença para a qualidade do tônus da musculatura e dos ossos em um idoso. Mesmo com a redução da agilidade e dos reflexos, atividades físicas devem ser encorajadas mediante avaliação e liberação do médico.

  • Início de déficit de autocuidado: Idosos podem negligenciar o próprio autocuidado ou, ter dificuldade para manter, o mesmo nível de atividade que foi realizado durante toda a vida. Ora por incapacidade física para realizar com destreza as atividades corriqueiras, ora por algum processo neurológico ou psicológico em curso, as atividades importantes de vida diária podem se apresentar deficientes.


  • Sono prejudicado: É comum que alguns idosos se queixam da redução das horas de sono, interrupção do sono ou insônia. Esses distúrbios refletem na saúde física e mental, pois temos essa necessidade diária, que nos acompanha desde a infância até a velhice.

    O corpo necessita de repouso para restaurar as energias consumidas durante o tempo em que esteve alerta e para manter a memória ativa. Alguns fatores que prejudicam o sono devem ser afastados antes de requerer a ajuda médica. Evitar alimentos ou bebidas estimulantes e situações que causem estresse ou preocupações e reduzir as fontes de calor ou frio, os ruídos e a iluminação são cuidados básicos de higiene do sono.

    Fonte: https://acvida.com.br/

 

 

 

Vacinas recomendadas para a população com mais de 60 anos

 
 




Os especialistas destacam que é importante manter a vacinação em dia mesmo em tempos de covid-19. "A recomendação é dar um intervalo de pelo menos 14 dias entre a vacina contra o novo coronavírus e as outras imunizações.

  • Gripe/Influenza: A doença é causada por uma infecção viral (influenza), cujos sintomas são mais respiratórios. Geralmente, dura uma semana e a pessoa apresenta febre alta, dores musculares, dor de cabeça, mal-estar intenso e coriza. A vacina contra gripe (influenza) deve ser tomada anualmente. Isso ocorre porque existem mutações que alteram o vírus. Assim, uma vacina que foi aplicada em um determinado ano perde a sua eficácia no ano seguinte.

  • Pneumocócica (VCP13) e (VPP23): Previne múltiplas infecções, que variam desde otite (inflamação no ouvido) até mais severas e invasivas, como pneumonia bacteriana, sepse e meningite. A pneumonia que é provocada pela bactéria pneumococo é mais comum no inverno e quando associada à gripe, fica ainda mais grave para idosos. Em pessoas com idade a partir de 60 anos, a vacina deve ser aplicada como medida de rotina. A pneumonia pneumocócica é a causa comum de internação e morte em idosos. A recomendação é iniciar com uma dose da VPC13 e, em seguida, tomar uma dose de VPP23 entre seis e 12 meses depois. Uma segunda dose de VPP23 deve ser aplicada após cinco anos. Essa vacina não é fornecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), apenas em clínicas particulares. Os Centros de Referência ao Idoso administram essas vacinas a idosos que tenham algum tipo de doença crônica.
  • Tríplice bacteriana: Imuniza contra difteria, tétano e coqueluche. Trata-se de uma vacina inativada, portanto, não tem como causar as doenças. É recomendada como reforço em adultos e idosos. Caso o idoso nunca tenha sido vacinado, deve receber três doses da vacina contra tétano em intervalos de 0, 2, 4 a 8 meses. Caso já tenha tomado as doses anteriormente, precisa realizar um reforço a cada 10 anos.

  • Hepatite B: A imunização contra a hepatite B (infecção que ataca o fígado) também é indicada para os idosos. Ela está disponível no SUS.
  • Febre amarela: A doença infecciosa é transmitida por um mosquito e o idoso só deve ser vacinado se tiver o risco de se expor ao vírus, em surtos da doença, por exemplo. É oferecida pelo SUS.

  • Herpes zoster: Pouco conhecida da população, a doença, que é chamada popularmente de cobreiro, é causada pelo herpesvírus humano tipo 3. E é mais comum no idoso após a reativação do vírus de quem já teve catapora durante a infância. Ocorre na terceira idade devido à diminuição da imunidade ao vírus. A doença causa lesões e dores. A vacinação é recomendada para idosos que tiveram a doença na infância e é aplicada em dose única. Mas, não é oferecida pelo SUS para a faixa etária de pessoas acima dos 60 anos que não tenham comorbidades.

  • Meningocócicas: Causada pela bactéria Neisseria meningitidis, a doença meningocócica ocasiona infecções graves como meningite. Ela é indicada apenas em casos de epidemia do problema de saúde —surtos e viagens de risco. É necessária uma dose única. Também não está disponível gratuitamente nos postos de saúde.
  • Tríplice viral: Imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola. Apesar de não ser uma vacina rotineira para idosos, é indicada em casos de surtos das doenças. E também quando houver a suspeita de ser suscetível a essas enfermidades, ou seja, quando não desenvolveu as infecções na infância ou idade adulta e nem recebeu as doses adequadas da vacina tríplice viral. A tríplice viral é uma vacina combinada de vírus vivo atenuado. Por isso, não é recomendada para indivíduos imunossuprimidos, como é o caso de quem realizou transplante, tem câncer ou HIV. Para idosos, é encontrada em clínicas privadas de vacinação.

Fonte: Calendário de Vacinação da SBIm 2020/2021 e Guia de Vacinação Geriatria - SBIm/SBGG. Revisão técnica: Mônica Levi.

 

 

 

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