Acupunturistas
André Gandur
Marilene Coelho

 André Luiz Gandur Abrão na Doctoralia

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Avaliação do Local do Acidente

 

 

 

 
 

Esta é a primeira etapa básica na prestação de primeiros socorros. Ao chegar no local de um acidente, ou onde se encontra um acidentado, deve-se assumir o controle da situação e proceder a uma rápida e segura avaliação da ocorrência. Deve-se tentar obter o máximo de informações possíveis sobre o ocorrido. Dependendo das circunstâncias de cada acidente, é importante também:

a) evitar o pânico e procurar a colaboração de outras pessoas, dando ordens breves, claras, objetivas e concisas;

b) manter afastados os curiosos, para evitar confusão e para ter espaço em que se possa trabalhar da melhor maneira possível.

Ser ágil e decidido observando rapidamente se existem perigos para o acidentado e para quem estiver prestando o socorro A proteção do acidentado deve ser feita com o mesmo rigor da avaliação da ocorrência e do afastamento de pessoas curiosas ou que visivelmente tenham perdido o autocontrole e possam prejudicar a prestação dos primeiros socorros É importante observar rapidamente se existem perigos para o acidentado e para quem estiver prestando o socorro nas proximidades da ocorrência. Por exemplo: fios elétricos soltos e desencapados; tráfego de veículos; andaimes; vazamento de gás; máquinas funcionando. Devem-se identificar pessoas que possam ajudar. Deve-se desligar a corrente elétrica; evitar chamas, faíscas e fagulhas; afastar pessoas desprotegidas da presença de gás; retirar vítima de afogamento da água, desde que o faça com segurança para quem está socorrendo; evacuar área em risco iminente de explosão ou desmoronamento. Avaliar o acidentado na posição em que ele se encontra, só mobilizá-lo com segurança (sem aumentar o trauma e os riscos), sempre que possível deve-se manter o acidentado deitado de costas até que seja examinado, e até que se saiba quais os danos sofridos. Não se deve alterar a posição em que se acha o acidentado, sem antes refletir cuidadosamente sobre o que aconteceu e qual a conduta mais adequada a ser tomada. Se o acidentado estiver inconsciente, por sua cabeça em posição lateral antes de proceder à avaliação do seu estado geral. É preciso tranquilizar o acidentado e transmitir-lhe segurança e conforto. A calma do acidentado desempenha um papel muito importante na prestação dos primeiros socorros. O estado geral do acidentado pode se agravar se ela estiver com medo, ansioso e sem confiança em quem está cuidando.


Fonte: Manual de Primeiros Socorros ©2003 - Ministério da Saúde- http://www.fiocruz.br

 

 

 

Primeiros Socorros

 
 

Podemos definir primeiros socorros como sendo os cuidados imediatos que devem ser prestados rapidamente a uma pessoa, vítima de acidentes ou de mal súbito, cujo estado físico põe em perigo a sua vida, com o fim de manter as funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, aplicando medidas e procedimentos até a chegada de assistência qualificada.

Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros, conduzindo-se com serenidade, compreensão e confiança. Manter a calma e o próprio controle, porém, o controle de outras pessoas é igualmente importante. Ações valem mais que as palavras, portanto, muitas vezes o ato de informar ao acidentado sobre seu estado, sua evolução ou mesmo sobre a situação em que se encontra deve ser avaliado com ponderação para não causar ansiedade ou medo desnecessários.
O tom de voz tranquilo e confortante dará à vítima sensação de confiança na pessoa que o está socorrendo.

Fonte: http://www.fiocruz.br

 

 

 

Proteção do Acidentado

A avaliação e exame do estado geral de um acidentado de emergência clínica ou traumática é a segunda etapa básica na prestação dos primeiros socorros. O exame deve ser rápido e sistemático, observando as seguintes prioridades:
  • Estado de consciência
  • ·Respiração:
  • ·Hemorragia
  • ·Pupilas
  • ·Temperatura do corpo

Deve-se ter sempre uma ideia bem clara do que se vai fazer, para não expor desnecessariamente o acidentado, verificando se há ferimento com o cuidado de não movimentá-lo excessivamente. Em seguida proceder a um exame rápido das diversas partes do corpo. Se o acidentado está consciente, perguntar por áreas dolorosas no corpo e incapacidade funcionais de mobilização.

O acidentado inconsciente é uma preocupação, pois além de se ter poucas informações sobre o seu estado podem surgir complicações devido à inconsciência. O primeiro cuidado é manter as vias respiratórias superiores desimpedidas fazendo a extensão da cabeça, ou mantê-la em posição lateral para evitar aspiração de vômito. O exame do acidentado inconsciente deve ser igual ao do acidentado consciente, só que com cuidados redobrados, pois os parâmetros de força e capacidade funcional não poderão ser verificados. A observação das seguintes alterações deve ter prioridade acima de qualquer outra iniciativa. Ela pode salvar uma vida:

  • ·Falta de respiração;
  • ·Falta de circulação (pulso ausente);
  • ·Hemorragia abundante;
  • ·Perda dos sentidos (ausência de consciência);
  • ·Envenenamento.

 

Fonte: Manual de Primeiros Socorros – Núcleo de Biossegurança - Fiocruz

 

 

 

Funções, Sinais Vitais e de Apoio

Para prestar primeiros socorros é necessário conhecer os sinais que o corpo emite para compreender e avaliar seu estado físico. Por isso, vamos falar sobre as funções vitais, os sinais vitais e sinais de apoio do corpo humano.

  • Funções Vitais

São vitais as funções exercidas pelo cérebro e pelo coração. Mas para exercerem suas funções, estes órgãos executam trabalhos físicos e químicos, através das atividades celulares.

As funções vitais do corpo humano são controladas pelo Sistema Nervoso Central, que é estruturado por células muito especializadas. Estas células são muito sensíveis à falta de oxigênio, cuja ausência provoca alterações funcionais.

O prolongamento da hipóxia (falta de ar) cerebral determina a morte do Sistema Nervoso Central e com isto a falência generalizada de todos os mecanismos da vida, em um tempo de aproximadamente três minutos.
Para entender o funcionamento satisfatório das funções vitais é necessário compreender os sinais vitais.

  • Sinais Vitais

Sinais vitais são aqueles que indicam a existência de vida. São eles:

  • Temperatura,
  • Pulso,
  • Respiração,
  • Pressão arterial
 


 

Primeiros Socorros
Sinais Vitais
Temperatura

 
 

Nosso corpo tem uma temperatura média normal que varia de 35,9 a 37,2ºC. A avaliação da temperatura é uma das maneiras de identificar o estado de uma pessoa, pois em algumas emergências a temperatura muda muito. O sistema termorregulador trabalha estimulando a perda de calor em ambientes de calor excessivo e acelerando os fenômenos metabólicos no frio para compensar a perda de calor.
Perda de Calor.

O corpo humano perde calor através de vários processos que podem ser classificados da seguinte maneira:

  • Eliminação - fezes, urina, saliva, respiração.
  • Evaporação - a evaporação pela pele (perda passiva) associada à eliminação permitirá a perda de calor em elevadas temperaturas.


 
 
  • Condução - é a troca de calor entre o sangue e o ambiente. Quanto maior é a quantidade de sangue que circula sob a pele maior é a troca de calor com o meio. O aumento da circulação explica o avermelhamento da pele (hipermia) quando estamos com febre.

Verificação da Temperatura

  • Oral ou bucal - Temperatura média varia de 36,2 a 37ºC. O termômetro deve ficar por cerca de três minutos, sob a língua, com o paciente sentado, reclinado ou deitado.

  • Axilar - Temperatura média varia de 36 a 36,8ºC. A via axilar é a mais sujeita a fatores externos. O termômetro deve ser mantido sob a axila seca, por 3 a 5 minutos, com o acidentado sentada, reclinada ou deitada. Não se verifica temperatura em vítimas de queimaduras no tórax, processos inflamatórios na axila ou fratura dos membros superiores.

  • Retal - Temperatura média varia de 36,4 a 37ºC. O termômetro deverá ser lavado, seco e lubrificado com vaselina e mantido dentro do reto por 3 minutos com o acidentado em decúbito lateral, com a flexão de um membro inferior sobre o outro. Não se verifica a temperatura retal em vítimas que tenham tido intervenção cirúrgica no reto, com abscesso retal ou perineorrafia. A verificação da temperatura retal é a mais precisa, pois é a que menos sofre influência de fatores externos.

Primeiros Socorros para Febre
Aplicar compressas úmidas na testa, cabeça, pescoço, axilas e virilhas (que são as áreas por onde passam os grandes vasos sanguíneos).




Fonte: Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003.

 

 

Primeiros Socorros Pulso

 
 

 

O pulso é a onda de distensão de uma artéria transmitida pela pressão que o coração exerce sobre o sangue. Esta onda é perceptível pela palpação de uma artéria e se repete com regularidade, segundo as batidas do coração.
Existe uma relação direta entre a temperatura do corpo e a frequência do pulso. Em geral, exceto em algumas febres, para cada grau de aumento de temperatura existe um aumento no número de pulsações por minuto (cerca de 10 pulsações).
O pulso pode ser apresentado variando de acordo com sua frequência, regularidade, tensão e volume.
  • Regularidade (alteração de ritmo)

               Pulso rítmico: normal
               Pulso arrítmico: anormal

  • Tensão
  • Frequência - Existe uma variação média de acordo com a idade
  • Volume - Pulso cheio: normal

                         Pulso filiforme (fraco): anormal
A alteração na frequência do pulso denuncia alteração na quantidade de fluxo sanguíneo.

As causas fisiológicas que aumentam os batimentos do pulso são:

  • Digestão
  • Exercícios físicos
  • Banho frio
  • Estado de excitação emocional e qualquer estado de reatividade do organismo.

Pode-se sentir o pulso com facilidade:

  • Procurar acomodar o braço do acidentado em posição relaxada.

  • Usar o dedo indicador, médio e anular sobre a artéria escolhida para sentir o pulso, fazendo uma leve pressão sobre qualquer um dos pontos onde se pode verificar mais facilmente o pulso de uma pessoa.

  • Não usar o polegar para não correr o risco de sentir suas próprias pulsações.

  • Contar no relógio as pulsações num período de 60 segundos. Neste período deve-se procurar observar a regularidade, a tensão, o volume e a frequência do pulso.

Pulso normal Faixa etária
60-70 bpm     -   Homens adultos
70-80 bpm     -   Mulheres adultas
80-90 bpm     -   Crianças acima de 7 anos
80-120 bpm   -   Crianças de 1 a 7 anos
110-130 bpm -   Crianças abaixo de um ano
130-160 bpm -   Recém-nascidos

Recomenda-se não fazer pressão forte sobre a artéria, pois isto pode impedir que se percebam os batimentos.
Pulso radial
Pode ser sentido na parte da frente do punho. Usar as pontas de 2 a 3 dedos levemente sobre o pulso da pessoa do lado correspondente ao polegar.

Pulso carotídeo

É o pulso sentido na artéria carótida que se localiza de cada lado do pescoço. Posicionam-se os dedos sem pressionar muito para não comprimir a artéria e impedir a percepção do pulso.

 

Fonte: Fonte: Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003.

 

 

Respiração

 
 

A observação e identificação do estado da respiração de um acidentado de qualquer tipo de afecção é conduta básica no atendimento de primeiros socorros. Muitas doenças, problemas clínicos e acidentes de maior ou menor proporção alteram parcialmente ou completamente o processo respiratório. Fatores diversos como secreções, vômito, corpo estranho, edema e até mesmo a própria língua podem ocasionar a obstrução das vias aéreas. A obstrução produz asfixia que, se prolongada, resulta em parada cardiorrespiratória. O processo respiratório manifesta-se fisicamente através dos movimentos ritmados de inspiração e expiração. Na inspiração existe a contração dos músculos que participam do processo respiratório, e na expiração estes músculos relaxam-se espontaneamente. Quimicamente existe uma troca de gazes entre os meios externos e internos do corpo. O organismo recebe oxigênio atmosférico e elimina dióxido de carbono. Esta troca é a hematose, que é a transformação, no pulmão, do sangue venoso em sangue arterial.

 Deve-se saber identificar se a pessoa está respirando e como está respirando. A respiração pode ser basicamente classificada por tipo e frequência. A frequência da respiração é contada pela quantidade de vezes que uma pessoa realiza os movimentos combinados de inspiração e expiração em um minuto. Para se verificar a frequência da respiração, conta-se o número de vezes que uma pessoa realiza os movimentos respiratórios: 01 inspiração + 01 expiração = 01 movimento respiratório.

A frequência média por minuto dos movimentos respiratórios varia com a idade se levarmos em consideração uma pessoa em estado normal de saúde. Por exemplo: um adulto possui um valor médio respiratório de14 - 20 respirações por minuto (no homem), 16 - 22 respirações por minuto (na mulher), enquanto uma criança nos primeiros meses de vida40 - 50 respirações por minuto.

Fonte: Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003.

 

 

Tipos de Respiração

 
 
    • Eupneia - Respiração que se processa por movimentos regulares, sem dificuldades, na frequência média.

    • Apneia - É a ausência dos movimentos respiratórios. Equivale a parada respiratória.

    • Dispneia - Dificuldade na execução dos movimentos respiratórios.
    • Bradipneia - Diminuição na frequência média dos movimentos respiratórios.

    • Taquipneia - Aceleração dos movimentos respiratórios.
 
 
  • Ortopneia - O acidentado só respira sentado.

  • Hiperpneia ou Hiperventilação - É quando ocorre o aumento da frequência e da profundidade dos movimentos respiratórios.

Fatores fisiopatológicos podem alterar a necessidade de oxigênio ou a concentração de gás carbônico no sangue. Isto contribui para a diminuição ou o aumento da frequência dos movimentos respiratórios. Sob o olhar fisiológico os exercícios físicos, as emoções fortes e banhos frios tendem a aumentar a frequência respiratória. O banho quente e o sono a diminuem. Algumas doenças cardíacas e nervosas e o coma diabético aumentam a frequência respiratória. Como exemplo de fatores patológicos que diminuem a frequência respiratória podemos citar o uso de drogas depressoras.

Os procedimentos a serem observados e os primeiros socorros, falaremos nas próximas postagens.

Fonte: Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003.

 

 

Pressão Arterial

 
 


A pressão arterial é a pressão do sangue, que depende da força de contração do coração, do grau de distensibilidade do sistema arterial, da quantidade de sangue e sua viscosidade.
No adulto normal a pressão arterial varia da seguinte forma:
· Pressão arterial máxima ou sistólica - de 100 a 140 mm Hg (milímetros de mercúrio).
· Pressão arterial mínima ou diastólica - de 60 a 90 mm Hg.

A pressão varia com a idade, por exemplo: uma pessoa com a idade entre 17 a 40 anos apresenta a pressão de 140 x 90, já entre 41 a 60 anos apresenta pressão, de 150 x 90 mm de Hg.

A pessoa com pressão arterial alta sofre de hipertensão e apresenta, dentro de certos critérios de medição, pressão arterial mínima acima de95 mm Hg e pressão arterial máxima acima de 160 mm Hg.

A pressão muito baixa (hipotensão) é aquela em que a pressão máxima chega a baixar até a 80 mm Hg.

É importante perguntar à vítima sua pressão arterial e passar essa informação ao profissional que for prestar o socorro especializado.

Uma pessoa com hipertensão deverá ser mantida com a cabeça elevada; deve ser acalmada; reduzir a ingestão de líquidos e sal e ficar sob observação permanente até a chegada do médico. No caso do hipotenso, deve-se promover a ingestão de líquidos com pitadas de sal, deitá-lo e chamar um médico.

Medição da pressão arterial

Posição da pessoa
: Sentada, semi-sentada (reclinada) ou deitada (esta é a melhor posição):

Material
: Esfigmomanômetro e estetoscópio

Técnica
:
a) Tranquilizar a pessoa informando-a sobre a medição de pressão.
b) Braço apoiado ao mesmo nível do coração para facilitar a localização da artéria braquial.
c) Colocar o manguito ao redor do braço, a cerca de 4 dedos da dobra do cotovelo. Prender o manguito.
d) Fechar a saída de ar e insuflar até que o ponteiro atinja a marca de 200 mm Hg. Pode ser necessário ir mais alto.
e) Posicionar o estetoscópio na artéria umeral, abaixo do manguito e ouvir se há
batimentos.
f) Abrir a saída de ar lentamente e ouvir os batimentos regulares
g) Anotar a pressão indicada pelo ponteiro que será a Pressão Arterial Máxima.
h) A pressão do manguito vai baixando e o som dos batimentos muda de nítido desaparecendo. Neste ponto deve-se anotar a Pressão Arterial Mínima. Às vezes o ponto de Pressão Mínima coincide com o desaparecimento do som dos batimentos.

Fonte: Manual de Primeiros Socorros – Núcleo de Biossegurança Fundação Oswaldo Cruz

 

 


Sinais de Apoio

 
 

Além dos sinais vitais do funcionamento do corpo humano, existem outros que devem ser observados para obtenção de mais informações sobre o estado de saúde de uma pessoa. São os sinais de apoio; sinais que o corpo emite em função do estado de funcionamento dos órgãos vitais. Os sinais de apoio podem ser alterados em casos de hemorragia, parada cardíaca ou uma forte batida na cabeça, por exemplo. Os sinais de apoio tornam-se cada vez mais evidentes com o agravamento do estado do acidentado.

Os principais sinais de apoio são:

  • Dilatação e reatividade das pupilas
  • Cor e umidade da pele
  • Estado de consciência
  • Motilidade e sensibilidade do corpo

 

Fonte: Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003.

 

 

 

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